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Saúde e Bem-estar

Leptospirose: chuvas e alagamentos aumentam o risco de contrair a doença

Em humanos, a doença tem capacidade de se tornar grave, quando chega a uma letalidade de 40%

Por Redação

3 mins de leitura

em 22 de jan de 2024, às 15h38

Foto: Freepik

As chuvas intensas e alagamentos trazem uma preocupação que vai além dos prejuízos materiais e pode atingir a saúde da população: a leptospirose.

A doença, que é causada pela bactéria chamada leptospira, pode infectar tanto humanos quanto animais, principalmente roedores, e no humano tem capacidade de se tornar uma doença grave, quando chega a uma letalidade de 40%. 

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“A leptospira, quando infecta os animais, muitas vezes não causa a doença, mas ela é passa pela urina e secreções desses animais. Essa bactéria tem uma capacidade de sobreviver no ambiente de semanas até meses, e isso facilita a disseminação”, explica a infectologista Ana Carolina D’Ettorres. 

Saneamento Básico e a prevenção

A especialista detalha que, geralmente, os casos de leptospirose acontecem em condições de saneamento básico precário e com alta infestação de roedores.

“As chuvas ajudam a disseminar a doença, uma vez que a água pode ficar contaminada com a urina ou secreções de roedores. O humano pode sofrer contaminação quando tem pele lesionada, pode ser por qualquer machucadinho ou por mucosa, e entra em contato com essa água contaminada”.

Em épocas, contudo, de maior intensidade de chuva e enchentes, ocorrem situações em que as pessoas ficam imersas em água, com contaminação, por isso, o risco para leptospirose é maior. Os sintomas podem acontecer de dois dias até duas semanas depois da exposição. 

“Na fase precoce da doença, o paciente costuma ter febre, dor muscular – principalmente na panturrilha -, dor articular, diarreia, náuseas e vômitos, sintomas inespecíficos que acabam sendo confundidos com outras doenças.

No entanto, se a pessoa teve contato com águas de enchente ou teve exposição a esgoto, lama, em locais com muitos roedores, é fundamental que passe essa informação ao médico para que faça o diagnóstico correto”, alerta Ana Carolina.

Sintomas

Depois dessa fase inicial cerca de 40% dos pacientes evoluem para uma forma mais grave da doença. Tardia, ela tradicionalmente apresenta: insuficiência renal, hemorragia – principalmente pulmonar -, e icterícia – que é o amarelão, consequência de insuficiência hepática.

“Esse quadro tem uma letalidade alta, então é preciso pensar no diagnóstico de forma rápida. O tratamento é através de antibióticos de fácil acesso. Porém, na fase tardia, até mesmo o antibiótico pode falhar por se tratar de uma fase mais complexa da doença”, salienta. 

Aliás, a prevenção é através de medidas de saneamento básico, com coleta adequada de lixo e controle de roedores.

Ana Carolina orienta ainda que, para os profissionais que trabalham com esgotos e imersão de águas nessas zonas, no entanto, é importante que usem roupas impermeáveis e adequadas para impedir o contato da pele com águas potencialmente contaminadas. 

“Se a casa teve águas provenientse de chuvas, é importante que na hora de limpar a pessoa use roupas impermeáveis e proteja as mãos para não entrar em contato direto com essa lama.

Depois de retirada essa lama, é preciso jogar água sanitária, na proporção de duas xícaras para 20 litros de água.

As superfícies devem ficar com o produto por 15 minutos para agir e matar a bactéria que ali estiver presente”, ensina a médica.

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