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Saúde e Bem-estar

Saúde: projeto conscientiza estudantes em escolas do Sul do ES

Com muita informação a respeito da importância da saúde e dos cuidados, as discussões seguem durante todo ano letivo.

Por Redação

6 mins de leitura

em 24 de maio de 2024, às 17h53

Foto: Reprodução | Sesa

Com 1.955 escolas pactuadas nos 78 municípios capixabas, o Programa Saúde na Escola (PSE) tem levado a mais de 500 mil alunos a temática sobre “Defender a vida, ampliar a vacinação, combater a dengue e promover saúde nos territórios”. Com muita informação a respeito da importância da saúde e dos cuidados, as discussões seguem durante todo ano letivo.

O PSE é uma política intersetorial da Saúde e da Educação, instituída pelo Ministério da Saúde, que visa ao desenvolvimento da cidadania e da qualificação das políticas públicas brasileiras. A articulação entre escola e a Atenção Primária à Saúde (APS) é a base do Programa Saúde na Escola.

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A adesão de todos os municípios do Estado fortalece, segundo a referência técnica do programa na Secretaria da Saúde (Sesa), Josymara Siqueira Duque, a efetividade que as atividades se propõem.

“Proporcionar educação em saúde para as crianças, adolescentes e jovens é fundamental para que haja envolvimento com ações de cidadania, proporcionando que o aprendizado adquirido no âmbito escolar, seja multiplicado pelos educandos para a família e sociedade. O PSE propõe, por exemplo, a incorporação do tema vacinação no contexto escolar, visando à prevenção de doenças imunopreveníveis, buscando mudanças de comportamento, maior adesão à vacinação e, consequentemente, ampliação das metas e coberturas vacinais. Dessa forma, além dos alunos, suas famílias também são atingidas pelas ações de promoção e prevenção”, destacou a referência técnica Josymara Siqueira Duque.

Assim como a cobertura vacinal, assunto atual e de importância em todo País, o Programa também vem abordando temáticas da realidade dos capixabas, como o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses como a dengue, Zika e chikungunya.  “De forma lúdica as crianças aprendem nas escolas como combater o Aedes aegypti e colocam em prática o aprendizado nas suas residências, ensinando também os responsáveis e a comunidade”, informou.

Para o ciclo vigente do Programa, de 2023/2024, além do trabalho sobre temas de vacinação e enfrentamento à dengue, por exemplo, o PSE propõe também o desenvolvimento de ações voltadas à luta contra a violência e a promoção da cultura de paz;  à cidadania e aos direitos humanos; à prevenção e avaliação da saúde bucal e da saúde mental; à promoção da alimentação saudável e os cuidados para combater a obesidade; à prevenção ao uso de drogas, álcool e tabaco; à prevenção das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs); e sobre a Covid-19.

Desenvolvimento das ações nas escolas de norte a sul do Estado 

De acordo com a referência técnica regional de Saúde Metropolitana do PSE, Rachel Eleanor Carneiro, o Programa busca a promoção, a prevenção e a atenção à saúde. “De modo a valorizar os hábitos saudáveis e o enfrentamento de vulnerabilidades que comprometem o desenvolvimento pleno de crianças e jovens da rede pública de ensino”, disse. Desta forma, as ações são realizadas de norte a sul do Estado.

Na Serra, as ações acontecem anualmente, com início em fevereiro e se estendem ao longo do ano. “Neste contexto, desde o início de março, o município realiza vacinação em escolas públicas e privadas e mais de 50 instituições de ensino já receberam as equipes de imunização”, explicou a secretária Municipal de Saúde da Serra, Fernanda Coimbra.

A Escola Municipal de Ensino Fundamental Manoel Carlos de Miranda, localizada no bairro José de Anchieta, na Serra, é uma das instituições que recebem o PSE. Na instituição, os profissionais trabalham na atualização do cartão de vacina visando a ampliação da cobertura vacinal. “A educação enquanto um processo social integra práticas sociais e políticas com novos contornos e hoje percebemos a necessidade da presença no espaço escolar da parceria ‘Educação e Saúde’, nos seus modos de ser, estar e agir”, disse a diretora da unidade, Jucilene Batista da Rocha.

Em Pedro Canário, a temática do combate ao Aedes aegypti foi trabalhada para diferentes idades, utilizando do lúdico para alcançar as crianças menores de cinco anos, por exemplo, no Centro de Educação Infantil Municipal Professora Normília Cunha Santos. As ações foram repletas de brincadeiras e jogos.

“Observo a competência e a parceria a qual eles vêm desenvolvendo as ações na cidade, com o apoio das demais secretarias, para chamar atenção da população com uso de fantasias e caminhadas pela cidade divulgando as campanhas. Isso despertou o interesse de procurá-los para essa ação e a solicitação da ida da mascote do mosquito da dengue na escola foi um sucesso entre as crianças”, comemorou a diretora da unidade, Eucília Cordeiro Ribeiro.

De acordo com a coordenadora do PSE em Pedro Canário, Laylla Alves Santos Santana, as ações acontecem após análise dos temas propostos pelo Programa com a realidade da região. “Depois de estabelecidos os temas de cada unidade, o enfermeiro responsável pela localidade onde a escola está inserida faz o contato e agenda as ações”, disse.

Ainda no município, na Escola Estadual de Ensino Fundamental Três de Maio, ações do PSE contam com a participação intensa dos estudantes, como ressalta a diretora escolar Karina Rodrigues Silva. “Nós planejamos algumas ações ao longo do ano e recebemos ajuda da equipe da saúde, que sempre vem à escola fazer palestras, atualização de cartão vacinal e verificação da saúde bucal. Os estudantes participam intensamente, porque os agentes têm uma aproximação muito boa com a comunidade e estão presentes na vida deles. Já a agenda de abril foi saúde bucal e alimentação saudável”, complementou.

Em Marataízes, as ações que iniciaram ainda este ano são definidas a partir de reuniões prévias de planejamento com os diretores e pedagogos de cada unidade educacional que recebe o Programa Saúde na Escola.

“Diante da preocupação do cenário epidêmico da dengue, realizamos teatro educativo, uso de fantoche e exposição de materiais envolvendo os estudantes, incentivando a interação e a participação, de forma que se possa promover o engajamento na mobilização para tratar da importância da prevenção, da identificação de sintomas da doença e do ciclo de vida do mosquito, bem como ações de combate a focos na escola e na comunidade”, explicou a coordenadora do PSE em Marataízes, Marcela Marques.

Para a coordenadora, a pactuação entre a saúde e a educação é uma oportunidade de estratégia de integração para a abrangência na conscientização e oferta de serviços aos alunos e comunidade, principalmente aqueles em situação de vulnerabilidade. “Com responsabilidade, carinho e dedicação, a equipe do PSE desenvolve as atividades voltadas ao público escolar e pais, de modo a garantir a atenção integral à saúde dos estudantes”, frisou.

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