Grande Vitória

​Educação antirracista: projeto desenvolve inteligência emocional

As dinâmicas tiveram como ponto de partida a obra "O Pequeno Príncipe Preto", de Rodrigo França, com o intuito de mostrar para as crianças que não existe uma cultura universal

Projeto Vila Velha
Foto: Divulgação/PMVV

Promover uma educação antirracista e estimular o desenvolvimento da inteligência emocional e afetiva dos alunos torna-se cada vez mais indispensável para criar um ambiente escolar mais saudável, inclusivo e acolhedor. Com esse propósito, a Umef Luiz Malizeck, no bairro Divino Espírito Santo, em Vila Velha, instituiu o projeto multidisciplinar “Ancestralidade Extraordinária”, que contempla uma série de ações pedagógicas para enaltecer valores, cultura e passado a partir do resgate da ancestralidade africana.

Na última semana, na disciplina de Língua Portuguesa, foram realizadas rodas de conversa e memória. As dinâmicas tiveram como ponto de partida a obra “O Pequeno Príncipe Preto”, de Rodrigo França, com o intuito de mostrar para as crianças que não existe uma cultura universal e ensinar a valorizar a diversidade e a pluralidade, além de trabalhar questões relacionadas a afetividades.

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Também com esse foco, surgiu a proposta da Oficina do Afeto. Por meio dela, os alunos levaram para a sala de aula objetos que representam fatos importantes de sua vida, podendo expor seus sentimentos e lembranças. Na ocasião, puderem deixar mensagens de carinho e afeto em um painel produzido para o momento.

Outras ações e atividades estão previstas para acontecerem ao longo de todo o ano dentro do projeto “Ancestralidade Extraordinária”. Para a professora Palloma Ferreira de Moraes, a iniciativa contribui no despertar dos alunos sobre a importância da escuta mais atenta e do olhar cuidadoso em relação ao outro.

“Foi um momento rico, por meio do qual pudemos compreender o real sentido da palavra ‘afetividade’, enxergando uns aos outros para além da relação da sala de aula; evidenciando que somos seres repletos de sentimentos, com dores e alegrias. Esse olhar empático é fundamental para a construção de relações mais respeitosas”, ponderou.

Alunos aprovam iniciativa

Os alunos se engajaram e aprovaram a iniciativa. A Ane Elize, 11 anos, do 5º ano A, elogiou a metodologia utilizada: “A Oficina de Afeto foi muito interessante. Conheci melhor e mais profundamente histórias dos meus colegas. Após a dinâmica, no momento em que a gente escreve os bilhetinhos, também achei a proposta ótima. Amei participar”, disse, entusiasmada.

A aluna Isabella Antonella, 11 anos, do 5º ano B, também adorou o projeto.  “Foi um momento único e muito especial. É uma sensação muito boa e de alívio dividir um pouco do que sentimos, nós ficamos mais leves. Também foi especial poder ouvir os meus amigos”, relatou.

Quem também ficou emocionado com a atividade foi Pedro Ceccato,11 anos, aluno do 5⁰ ano C: “Foi uma sensação maravilhosa poder retornar a lembranças antigas, acessar memórias, como se tudo voltasse, eu simplesmente amei”.

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