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Política

Ex-prefeito de Castelo, Dr. Abílio anuncia pré-candidatura

Com o apoio da criação de uma frente única de oposição ao atual gestor, João Paulo Nali, o ex-prefeito Dr. Abílio é anunciado como pré-candidato em Castelo

Por Diorgenes Ribeiro

4 mins de leitura

em 03 de jul de 2024, às 12h22

Foto: Redes Sociais

O ex-prefeito de Castelo, Abílio Correia de Lima (União Brasil), que governou o município entre os anos de 2001 a 2024, anunciou pelas redes sociais que está no páreo da corrida eleitoral na cidade.

Desde o último dia 24 de junho, o médico tem usado sua recém aberta conta nas redes sociais para divulgar sua pré-candidatura à Prefeitura de Castelo. Todavia, nas postagens, o pré-candidato busca trazer à memória do eleitor castelense os feitos positivos de quando comandou o Executivo municipal.

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“Eu sempre acreditei que é possível fazer mais e melhor por Castelo. Fui o prefeito de grandes conquistas no nosso município. Na educação, no esporte, na infraestrutura, na saúde e no interior, tivemos avanços marcantes em Castelo. Valorizamos nossos servidores e acolhemos todos com respeito e humildade. Como médico e prefeito que fui, tenho orgulho da minha trajetória em Castelo. E esta experiência me fez aceitar ser pré-candidato a prefeito. Estou te convidando a debater este projeto. Porque Castelo pode mais. Com confiança, compromisso e ação”, diz o médico em vídeo publicado.

Criação de uma frente única

Recentemente, André Dell`Orto Casagrande, nome escolhido pelo PT para disputar as eleições no município de Castelo, informou que estava se retirando da corrida eleitoral para apoiar Dr. Abílio.

Em nota encaminhada ao Portal AQUINOTÍCIAS.COM, a Federação Brasil da Esperança, composta pelos partidos PT, PV e PC do B, comunicou que após um intenso debate interno, foi decidido que estariam apoiando o convite de partidos para se criar uma frente única de oposição ao atual governo de João Paulo Nali (Republicanos).

“Nós, da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B), vimos através deste comunicar que, após um intenso debate interno decidimos aceitar o convite do grupo de partidos para fazermos parte de uma frente única de oposição ao atual prefeito de Castelo”, diz parte da nota.

Em outro trecho, a nota aborda o isolamento que a atual gestão municipal teria colocado o município de Castelo e expõe o motivo pelo qual a Federação estava retirando a pré-candidatura de André para dar total apoio ao ex-prefeito.

“O motivo de tal decisão foi a necessidade urgente de rompermos o isolamento político, tanto a nível federal quanto estadual, que o atual gestor submeteu o município”, ressalta.

Segundo a Federação, antes do debate em torno dos nomes para integrar a chapa, três propostas são prioridades. Entre elas: a volta dos Polos Agrícolas, a implantação de um Projeto de Turismo Integrado e o compromisso de implantação de moradias populares (Minha Casa, Minha Vida).

Com relação à formação da chapa para majoritária, a Federação acredita que pode contribuir inclusive com a indicação do vice-prefeito, uma vez que a mesma lidera uma frente ampla que governa o Brasil com o presidente Lula. Conforme a nota, tal fato pode facilitar a viabilidade de parcerias em nível nacional, possibilitando assim um alinhamento de Município, Estado e União.

Impedido pela Justiça

Além disso, outro pré-candidato que buscava um espaço era Márcio Dalcin Lemos (Podemos). Márcio buscava reverter uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TER-ES) que invalidava sua pré-candidatura. Porém, segundo o mesmo, não obteve êxito, sendo assim, já está apoiando o ex-prefeito de Castelo, Dr. Abílio.

Em 2022, Márcio se inscreveu como candidato a deputado estadual, também pelo Podemos, mas não disputou as eleições, renunciando à candidatura. Assim, a não prestação de contas o deixou inelegível. Portanto, mesmo com a realização da prestação de contas e guardando uma decisão da justiça, Márcio não quis pagar para ver.

Os partidos que já teriam sinalizado a criação da frente única, além da Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PC do B), seriam o União Brasil, MDB, PSB, Cidadania, PSDB, PDT, Podemos e PSD. Desse modo, João Nali teria hoje o apoio do Republicanos, ao qual é filiado, e do Progressistas. 

Diálogo com a extrema-direita 

Na linha da criação de uma ampla frente única de oposição ao atual gestor João Paulo Silva Nali, até o Partido Liberal (PL), considerado de extrema-direita, está sendo sondado para a composição dessa unificação com partidos da esquerda. Segundo Crisitiano Dias Vitelli, atual presidente do partido no município, existem conversas, porém nada oficial. O empresário ainda frisa que o PL possui o apoio do DC, e segue no diálogo.

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