ES: Jovem é presa após torturar e gravar agressão contra sobrinho
A adolescente inicialmente negou a participação, mas depois alegou ter sido coagida a cometer os atos.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Regional de Linhares e da Delegacia Especializada de Proteção à Criança, Adolescente e Idoso (DPCAI) de Linhares, em ação conjunta com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), cumpriu, no último sábado (07), um mandado de busca e apreensão contra uma adolescente de 13 anos. Ela é investigada por torturar o sobrinho, de 5 anos, e divulgar as imagens em grupos de conversa em um aplicativo.
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As diligências tiveram início na terça-feira (03), quando a Polícia Civil recebeu informações da Senasp e do MJSP sobre o caso. Na ocasião, policiais civis se dirigiram à residência da adolescente, onde conversaram com o pai dela, que afirmou desconhecer os fatos. A adolescente inicialmente negou a participação, mas depois alegou ter sido coagida a cometer os atos.
Os envolvidos foram conduzidos à Delegacia Regional de Linhares, onde foram ouvidos, e o celular da adolescente foi apreendido. No entanto, no mesmo dia, a jovem voltou a publicar conteúdo no aplicativo por meio de outro dispositivo eletrônico.
Na quarta-feira (04), o Ministério da Justiça recuperou os vídeos que haviam sido postados anteriormente, confirmando que as publicações continuavam. “Diante do risco à integridade física da criança de cinco anos, representamos pela internação da adolescente, e a medida foi deferida pela 2ª Vara da Infância e Juventude de Linhares e cumprida no último sábado (07)”, esclareceu o titular da Delegacia Regional de Linhares, delegado Fabrício Lucindo.
O delegado informou ainda que, além de torturar a criança, a adolescente praticava autolesão, utilizando lâminas de barbear para cortar os braços e as pernas. “A vítima de 5 anos passou por exames de corpo de delito, e os pais dele também foram ouvidos. O caso está finalizado, aguardando apenas o parecer da Polícia Científica”, concluiu o delegado.
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