Dengue: com aumento de casos no ES, municípios devem agir
Até julho passado, a dengue matou mais de 4,2 mil pessoas e foram mais de 6,2 milhões de casos prováveis.

A maior incidência de chuva, de acúmulo de água e de calor, comuns do verão brasileiro, intensifica a proliferação do Aedes Aegypti em todo o país. Soma-se a isso, o recorde de mortes dos últimos meses e a previsão de mais pessoas doentes em 2025. Para evitar novos óbitos e/ou colapso da rede de saúde, por dengue e também por outras doenças transmitidas pelo mosquito, a palavra é prevenção.
A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) e a Amunes recomendam aos gestores municipais ações educativas, de conscientização e de combate aos pontos de acúmulo de água, com envolvimento dos órgãos públicos, das entidades privadas e da comunidade. O controle da dengue, assim como o de outras doenças de caráter epidêmico, exige um esforço de todos, inclusive dos profissionais de saúde, dos gestores e da população. E a Atenção Primária à Saúde (APS) é essencial para esse enfrentamento.
Leia Também: Tribunal de Contas do ES está de olho nos Consórcios Públicos
Até julho passado, a dengue matou mais de 4,2 mil pessoas e foram mais de 6,2 milhões de casos prováveis. Outro agravante é que o mosquito também transmite zika, chikungunya, febre amarela e febre oropouche (FO), associada à malformação fetal. Diante disso, a CNM e a Amunes reforçam a necessidade de uma comunicação clara e acessível para informar a população, constantemente, sobre os riscos das doenças e as medidas preventivas.
Os gestores municipais devem também intensificar as ações de vigilância ambiental para reduzir a infestação do vetor (Aedes aegypti); e manter as medidas de vigilância epidemiológica, com o registro de todos os casos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) e o manejo clínico precoce dos casos suspeitos. É fundamental sinalizar também a necessidade de recursos humanos e financeiros extras para lidar com o cenário atípico no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como fazer?
A CNM e a Amunes apontam quais caminhos podem ser seguidos para que todos os municípios entrem na guerra contra o Aedes Aegypti. De imediato, os gestores podem promover ações conjuntas e articuladas, para evitar e eliminar os criadouros de mosquitos que transmitem doenças, envolvendo áreas de atuação do poder público municipal – educação, infraestrutura, assistência social, meio ambiente, limpeza urbana, finanças e saúde. A atuação efetiva de controle de vetores também pode contar com as seguintes medidas:
1. promover ações educativas na comunidade;
2. eliminar focos de água parada;
3. descartar corretamente resíduos;
4. manter caixas d’água limpas e tampadas;
5. aplicar larvicida e inseticida;
6. examinar minuciosamente calhas e telhados evitando água parada;
7. colocar areia nos pratos de vasos de plantas;
8. guardar garrafas vazias com a boca para baixo;
9. realizar mutirões para limpeza de terrenos; e
10. providenciar a limpeza de bueiros, córregos e outros locais que podem ser encontrados acúmulo de água parada
A vacina da dengue ainda não está disponível em todos os municípios e as ações de controle do Aedes aegypti devem ser sempre reforçadas para evitar o aumento de casos das outras doenças transmitidas por este mosquito. “A prevenção é a nossa melhor arma. No entanto, para que essa prevenção seja efetiva, é imprescindível que o Ministério da Saúde intensifique os investimentos destinados às ações de combate ao vetor nos Municípios”, frisa o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiVocê no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726