Cidades

Campeãs do tempo: árvores históricas seguem florindo no centro de Guaç

O plantio das árvores coincide com a urbanização da praça, segundo registros históricos divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam).

Foto: Reprodução | PMG

Cinco champacas-amarelas plantadas há mais de 85 anos continuam embelezando a Praça 25 de Dezembro, no Centro de Guaçuí, no sul do Espírito Santo. As árvores ornamentais, da espécie Magnolia champaca, foram plantadas na década de 1930 e tornaram-se um símbolo de resistência e memória no espaço público inaugurado oficialmente em 1932.

O plantio das árvores coincide com a urbanização da praça, segundo registros históricos divulgados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam). Uma matéria do jornal O Espírito Santo, publicada em 22 de maio daquele ano, já mencionava o “lindo passeio, acimentado, com árvores no centro, bancos confortáveis e postes modernos e elegantíssimos”.

Em edições posteriores, o mesmo periódico relatava novas melhorias, como a instalação de bancos, calçamento e postes de ferro, estes últimos ainda presentes no local, com inscrições da antiga Prefeitura Municipal de Siqueira Campos, nome anterior do município.

A longevidade das árvores também é confirmada por moradores mais antigos. A comendadora Madalena Emery de Carvalho, de 92 anos, relembra que as champacas já existiam quando ela era criança. “São as mesmas até hoje e resistiram ao tempo, desde a inauguração da nossa praça, recebendo cuidados dos moradores e do poder público”, afirmou emocionada.

Para preservar as árvores quase centenárias, a equipe de Paisagismo e Jardinagem da Semmam tem realizado podas, adubação e o monitoramento das sementes, que são coletadas e cultivadas no viveiro municipal. A praça também passou por revitalizações, com pintura dos postes, substituição de lâmpadas e reposição de globos quebrados.

Nativas do Sudeste Asiático, as champacas-amarelas são valorizadas por seu perfume intenso, propriedades medicinais e importância cultural. Em países como a Índia, são consideradas sagradas e usadas na ornamentação de templos. Suas flores perfumadas compõem fragrâncias famosas, como o perfume “Joy”, do estilista francês Jean Patou.

Mais do que espécies botânicas, as árvores da Praça 25 de Dezembro são testemunhas silenciosas da história e da identidade de Guaçuí — um legado que floresce a cada nova geração.

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