Política Nacional

Lula amplia agenda de viagens pelo Brasil e mira recuperação política

Com a agenda reforçada, Lula tenta reagir à deterioração de sua popularidade e recuperar a narrativa de governo presente, atuante e conectado com as demandas do país.

Imagem ilustra Lula
Foto: Reprodução | Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) intensificará sua presença em diferentes regiões do país nesta semana, numa movimentação que reflete a estratégia de retomada do protagonismo político em meio à queda de popularidade registrada nas últimas pesquisas de opinião.

Nesta terça-feira (27), Lula participa de encontro com reitores em comemoração aos 80 anos do Instituto Rio Branco, em Brasília. A partir de quarta (28), inicia uma série de compromissos no Nordeste e no Sul, em um esforço para reforçar entregas de governo e marcar território político.

No dia 28, o chefe do Executivo estará em Salgueiro (PE), onde assina a ordem de serviço para a duplicação da Estação de Bombeamento EBI-3, no Ramal do Salgado. A obra integra o projeto de transposição do Rio São Francisco e deve beneficiar cerca de 8,1 milhões de pessoas em 237 municípios dos estados de Pernambuco, Bahia, Alagoas, Piauí e Maranhão.

No mesmo dia, Lula viaja para Cachoeira dos Índios (PB), onde participa da inauguração do trecho 1 do Ramal do Apodi, com 30 quilômetros de canal, também vinculado ao programa “Caminho das Águas”, que busca garantir segurança hídrica no semiárido nordestino.

Na quinta-feira (29), o presidente cumpre agenda no Sul do país. Em Ortigueira (PR), participa de ações do programa Terra da Gente, voltado à identificação e destinação de terras públicas para fins de reforma agrária. Em seguida, vai a Itajaí (SC) para a cerimônia de retomada das operações do porto local, paralisadas desde 2022. A gestão do terminal voltou para o controle do governo federal em dezembro do ano passado.

O aumento da presença pública de Lula ocorre após declarações feitas no último sábado (24), em evento no Mato Grosso, quando o presidente afirmou que voltará a “fazer política” de forma mais ativa. “O mês que vem eu vou começar a andar esse país porque chegou a hora de a gente assumir a responsabilidade e não permitir que a mentira, a canalhice e a fake news ganhe espaço”, declarou.

A ofensiva política ocorre em meio à crise enfrentada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), alvo de denúncias sobre descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O episódio contribuiu para a retração da imagem do governo, especialmente entre eleitores que compuseram a base de apoio do petista nas eleições de 2022.

Com a agenda reforçada, Lula tenta reagir à deterioração de sua popularidade e recuperar a narrativa de governo presente, atuante e conectado com as demandas do país.

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