Vereador perde mandato após retotalização de votos em Castelo
A sentença, proferida em 26 de maio pelo juiz Joaquim Ricardo Camatta Moreira, da 3ª Zona Eleitoral de Castelo, anulou os votos atribuídos à federação Brasil da Esperança

Uma decisão da Justiça Eleitoral provocou mudanças na composição da Câmara Municipal de Castelo, no Sul do Espírito Santo. O vereador Agnaldo Massafra (PSB), conhecido como Gasolina, teve o mandato cassado após o desarquivamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) que apurava fraude à cota de gênero nas eleições de 2024.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA sentença, proferida em 26 de maio pelo juiz Joaquim Ricardo Camatta Moreira, da 3ª Zona Eleitoral de Castelo, anulou os votos atribuídos à federação Brasil da Esperança (formada por PT, PV e PCdoB), após constatação de candidaturas femininas fictícias. A retotalização dos votos foi realizada na última terça-feira (17), conforme ata do Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES).
Com a nova contagem, Agnaldo Massafra perdeu o cargo e passa a ser o primeiro suplente da Casa. Em seu lugar assume a suplente Márcia Pedruzzi (PSD), que havia obtido 724 votos — sendo eleita por média após a exclusão dos votos da federação. Gasolina havia conquistado 567 votos no pleito.
O site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já exibe a nova configuração da Câmara de Castelo, com Márcia listada como vereadora eleita e Massafra como suplente. O presidente municipal do PSB, Marcelo Zanúncio Gonçalves, disse que ainda não foi oficialmente notificado pela Justiça:
“Fui convidado a participar de uma reunião no cartório eleitoral onde ocorreu a recontagem dos votos, mas não recebi decisão formal”, afirmou.
A nova vereadora, Márcia Pedruzzi, declarou que só se manifestará oficialmente após ser diplomada, mas admitiu surpresa com a reviravolta oito meses após o fim das eleições.
A presidência da Câmara, ocupada por Edimar Celin (PP), foi comunicada judicialmente sobre a mudança, mas não respondeu aos contatos da reportagem até o fechamento desta matéria.
Esquema com candidatas fictícias
De acordo com a ação que levou à cassação, o Ministério Público Eleitoral (MPE) identificou um esquema de fraude envolvendo candidaturas femininas fictícias lançadas pelo Partido Verde, integrante da federação com PT e PCdoB. O objetivo seria cumprir de forma artificial a exigência legal de 30% de candidaturas de cada gênero.
Duas candidatas apresentaram votações inexpressivas, uma com apenas seis votos, outra com um voto. Em depoimento, uma delas admitiu que sua campanha se restringiu à distribuição de material para familiares e confessou não ter interesse em ser eleita, aceitando a candidatura apenas por insistência do partido.
A reportagem não conseguiu contato com os presidentes do PV, PT e PCdoB de Castelo. O espaço segue aberto para manifestações.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726