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Como proteger seu cachorro e gato da insolação no verão

Cães e gatos possuem poucas glândulas sudoríparas e não suam como nós humanos.

insolação no verão - cuidados com o pet
Foto: Freepik

Com a aproximação de uma das estações mais quentes do ano, inúmeras preocupações quanto a saúde e os cuidados com os cachorros e gatos se tornam mais evidentes. 

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Não é por coincidência que nessa época, a insolação no verão é uma das principais queixas dos tutores nos consultórios veterinários.

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Mas, ao seguir algumas precauções, dá para aproveitar e se divertir com seus pets, sem colocar a saúde deles em risco!

O que é insolação ou hipertermia

A insolação é o termo popular para hipertermia. Ocorre quando a temperatura corporal do animal ultrapassa os limites fisiológicos, geralmente acima de 39,5 °C e o organismo perde a capacidade de resfriar o corpo adequadamente.

Cães e gatos possuem poucas glândulas sudoríparas e não suam como nós humanos. Seus sistemas de termorregulação dependem de mecanismos como respiração ofegante (nos cães), salivação, vasodilatação e abrigo em locais frescos.

Dessa forma, quando expostos ao calor excessivo, confinamento sem ventilação ou umidade elevada, esses mecanismos falham e a temperatura sobe rapidamente, levando a riscos graves.

Como saber se é insolação?

A medição com termômetro é a melhor forma de verificar. Os valores normais são:

  • Cães: 37,5 °C a 39,0 °C;
  • Gatos: 38,0 °C a 39,5 °C.

Portanto, acima desses limites, especialmente com sinais clínicos associados, há risco de hipertermia.

Sinais de insolação em cães e gatos

Observe mudanças de comportamento e sinais físicos, especialmente nos dias mais quentes:

  • Apatia e letargia: sintomas comuns de que o animal está sofrendo com a alta temperatura. Caso seu pet demonstre desinteresse em atividades cotidianas ou pareça extremamente cansado, é hora de redobrar o cuidado.
  • Respiração ofegante e excessiva: nos cães é a principal forma de “resfriamento”. Nos gatos, ocorre apenas em casos extremos e deve ser considerada um alerta importante.
  • Aumento da frequência cardíaca: se você sentir o coração do seu pet batendo de forma mais acelerada que o normal, pode ser que ele esteja tentando combater o calor. Dessa forma, o coração passa a bater mais rápido na tentativa de compensar o superaquecimento.
  • Boca seca e gengivas pálidas: um pouco mais difícil de serem observadas, essas são condições emergentes que podem indicar desidratação severa, que requer intervenção especializada imediata.
  • Salivação excessiva, tremores ou vômitos (em casos mais graves): são sinais de que a situação está evoluindo e pode ser emergencial.

Quando procurar o médico-veterinário?

Procure atendimento imediatamente se:

  • A temperatura corporal estiver elevada;
  • Houver sinais moderados ou graves;
  • O pet não responder às medidas iniciais de resfriamento.

Gatos e cães braquicefálicos precisam de atenção extra! 

Como prevenir a insolação no verão

É claro que seu pet depende de cuidados higiênicos diários e médico-veterinário o ano todo. Do banho e tosa à vacinação, passando pelas consultas de rotina, é o mínimo necessário para que se sintam bem e desenvolvam imunidade. No entanto, outras medidas são igualmente essenciais para você prevenir a insolação como:

1 – Ajuste os horários dos passeios e intensidade das atividades

Prefira sair antes das 8h ou após as 18h, no verão, evitando o pico de calor e o asfalto quente, que pode causar queimaduras nas patas.

Faça passeios mais curtos, menos intensos, com pausas frequentes e leve sempre água fresca. Se o pet ficar mais ofegante que o normal, interrompa a atividade imediatamente.

2 – Use protetor solar no seu pet

A fotoproteção previne dermatite actínica e câncer de pele, especialmente em pets:

  • De pelagem clara ou com pouco pelo;
  • Em áreas despigmentadas.

O protetor solar deve ser exclusivo para pets e aplicado diariamente em áreas expostas, nos momentos de lazer ao ar livre, na ida à piscina ou a praia ou em qualquer outro momento de maior exposição solar.

3 – Garanta “Sombra e água fresca”

Garanta áreas sombreadas no quintal ou nos ambientes internos onde seu pet passa a maioria do tempo. Árvores, tendas e abrigos são boas alternativas e funcionam como “refúgios” contra o sol direto. Contudo, se o pet apresentar sinais de calor elevado, leve ele imediatamente para um local mais fresco.

Mantenha água limpa e fresca sempre disponível, distribuída em mais de um ponto da casa, principalmente se você tiver mais de um pet.

Para gatos que, por natureza, bebem menos água, estimule o consumo de água com:

  • fontes automáticas;
  • mais potes espalhados; 
  • churu ou alimentação úmida para aumentar a ingestão hídrica.

Dica extra: monitore a cor e a quantidade da urina. Urina clara e fluida é sinal de bom nível de hidratação.

4 – Mantenha os ambientes ventilados

Se os seus bichos de estimação ficam dentro de casa ou apartamento mantenha janelas abertas ou ventiladores ligados para garantir um fluxo constante de ar. 

Ah, e, por favor, evite ao máximo deixá-los em veículos fechados, mesmo que por alguns minutos. Se precisar sair de carro, use o ar-condicionado ou deixe uma fresta da janela sempre aberta para circulação do ar.

Se puder, invista também em acessórios como tapetes gelados para aliviar a temperatura do corpo.

5 – Dê banhos para refrescar 

De quanto em quanto tempo preciso dar banho no meu pet no verão?

Manter a rotina de tosas e banhos no verão é suficiente. Aumentar a frequência pode ser prejudicial à pele. Contudo, para refrescar o seu pet, use:

  • Toalhas úmidas em áreas do corpo com maior circulação: barriga, patas, axilas e pescoço;
  • Água fresca (não gelada) para evitar o choque térmico.

Sempre seque o pet completamente após o banho para prevenir dermatites.

As informações são do site Petlove.

Estudante de jornalismo pela Unidade Estácio, atua na parte de segurança do portal AQUINOTICIAS.COM. Apaixonada pela área, trabalhou pela primeira vez como estagiária de jornalista aos 18 anos e nunca mais cogitou outro caminho.

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