Duplicação da BR 101 avança como medida para reduzir acidentes com cargas pesadas
Duplicação da BR 101 é apontada como solução estrutural para aumentar a segurança viária, especialmente no transporte de rochas no Sul do Espírito Santo.

A duplicação da BR 101 avança como uma das principais estratégias para reduzir acidentes envolvendo cargas pesadas no Espírito Santo. O tema ganha ainda mais relevância em regiões com intenso tráfego de caminhões que transportam rochas naturais, sobretudo no Sul do Estado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAtualmente, a BR 101 ES/BA possui 116,7 quilômetros de pista duplicada e 349,8 quilômetros de pista simples. Segundo a Ecovias Capixaba, duas frentes de obras estão em andamento e somam 16,6 quilômetros de duplicação.
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No Sul do Espírito Santo, as obras contemplam 13,6 quilômetros entre Alfredo Chaves e Iconha, do km 357 ao km 373. A concessionária prevê a conclusão desse trecho até o final de 2026. Já no Norte do Estado, cinco quilômetros passam por duplicação entre os km 242 e 247, com liberação parcial em dezembro de 2025 e conclusão prevista para fevereiro de 2026.
O contrato modernizado da concessão prevê, até agosto de 2027, a duplicação de 82 quilômetros da rodovia. Além disso, estão previstos 12 quilômetros de contornos viários em Fundão e Ibiraçu. Ao final do sétimo ano, o total de duplicações deve alcançar 172,8 quilômetros.
A concessão também inclui faixas adicionais, vias marginais, novos trevos, retornos em nível, passarelas, pontos de ônibus, Pontos de Parada e Descanso para caminhoneiros, passagens de fauna e a instalação de 167 câmeras de monitoramento ao longo da rodovia.
Duplicação da BR 101 como medida indispensável
Para o setor de rochas naturais, a duplicação da BR 101 é considerada uma medida estrutural indispensável. Nesse sentido, o Sindirochas e a Centrorochas destacam que a rodovia funciona como o principal corredor logístico de escoamento da produção capixaba.
No Sul do Estado, sobretudo no trecho entre Iconha e Rio Novo do Sul, conhecido como Capim Angola, o tráfego intenso e os gargalos históricos ampliam os riscos de acidentes. Por isso, há mais de uma década, o setor produtivo defende a duplicação como prioridade para melhorar a segurança e a fluidez do transporte.
Além disso, as entidades reforçam que o transporte de rochas naturais segue legislação específica, com exigência de capacitação obrigatória. Contudo, elas esclarecem que não possuem poder de fiscalização, atribuição que cabe aos órgãos públicos competentes.
Atualmente, estima-se que cerca de 1.400 deslocamentos diários de veículos transportando rochas ocorram nas rodovias capixabas. Ainda assim, em 2025, o setor registrou faturamento recorde de US$ 1,2 bilhão em exportações, com crescimento de 12,2%.
Diante desse cenário, o Sindicato das Indústrias de Rochas Ornamentais, Cal e Calcários do Espírito Santo (Sindirochas) e a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) manifestam preocupação com os acidentes registrados nas rodovias do Estado envolvendo esse tipo de carga.
Segundo as entidades, cada vida perdida ou impactada por essas ocorrências causa consternação. Além disso, os episódios reforçam a necessidade de garantir o cumprimento integral dos rigorosos padrões de segurança já estabelecidos para a atividade.
Por fim, nesse contexto, a duplicação da BR 101 surge como peça-chave para salvar vidas, reduzir acidentes e garantir mais segurança a uma atividade essencial para a economia do Espírito Santo.