Proposta quer evitar descontos indevidos em benefícios previdenciários no ES
O objetivo é proteger aposentados, pensionistas contra fraudes e práticas abusivas relacionadas a descontos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) analisa o Projeto de Lei (PL) 369/2025. A medida propõe a criação da Política Estadual de Informação e Prevenção contra Descontos Indevidos em Benefícios Previdenciários. A iniciativa é de autoria do deputado Denninho Silva (União).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO objetivo é proteger aposentados, pensionistas contra fraudes e práticas abusivas relacionadas a descontos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Leia também: INSS devolverá R$ 292 milhões a aposentados por descontos ilegais
A proposta prevê ações de conscientização da população sobre os riscos de fraudes, divulgação de canais de denúncia e incentivo à atuação integrada entre órgãos públicos estaduais, federais e municipais para a proteção dos beneficiários da previdência. O texto surge como resposta a um esquema de descontos indevidos recentemente identificado pela Polícia Federal (PF) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Descontos indevidos
Na justificativa do projeto, Denninho Silva destaca relatos de beneficiários que sofreram descontos mensais superiores a R$ 70 por entidade, sem autorização prévia. Segundo o parlamentar, muitas vítimas não reconhecem qualquer vínculo com associações ou sindicatos responsáveis pelas cobranças e, em diversos casos, tratam-se de pessoas idosas, analfabetas ou em situação de vulnerabilidade cognitiva ou socioeconômica.
O PL determina que informações sobre reclamações contra entidades responsáveis por descontos indevidos estejam em locais de fácil acesso e ampla visibilidade nos órgãos que integram o Sistema Estadual de Defesa do Consumidor. A medida busca assegurar transparência e garantir o direito à informação aos beneficiários.
Campanhas educativas
Pelo texto, órgãos de defesa do consumidor, em articulação com a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), poderão promover campanhas educativas periódicas, orientar a população sobre como identificar e contestar descontos indevidos, atuar na fiscalização e no recebimento de denúncias, além de divulgar a relação de entidades reclamadas por práticas abusivas. Os dados obtidos poderão ser integrados às ações de inteligência e proteção social do Estado.
Assim, entre as diretrizes da política estão a produção de materiais educativos, o estímulo à cooperação técnica e institucional entre entes federativos e órgãos de controle, a atuação em comunidades vulneráveis, a formalização de parcerias com entidades da sociedade civil, o monitoramento das ações desenvolvidas e a garantia de acesso gratuito às informações, com proteção dos dados pessoais dos beneficiários.
O autor da proposta ressalta que a iniciativa não cria novas estruturas administrativas nem gera custos adicionais ao Estado.
Caso aprovado e sancionado, o projeto entra em vigor na data de sua publicação em diário oficial. O texto prevê que o Poder Executivo poderá regulamentar a norma.
Durante a tramitação, portanto, a Procuradoria da Ales sugeriu emenda para suprimir o artigo que trata da regulamentação pelo Executivo. Já o procurador-geral da Casa apresentou emenda modificativa mantendo a regulamentação, mas sem estabelecer prazo para sua edição.
Contudo, o PL 369/2025 ainda segue em análise nas comissões de Justiça, de Direitos Humanos, de Defesa do Consumidor e de Finanças da Assembleia Legislativa. As informações são da Assembleia Legislativa do Espírito Santo.
Você no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726