Acesso ao maciço do Frade é suspenso temporariamente; saiba o motivo
A medida, de caráter preventivo e pontual, busca garantir a segurança dos visitantes que frequentam um dos atrativos turísticos mais conhecidos do Espírito Santo

O Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), suspendeu temporariamente o acesso a um trecho específico do maciço rochoso do Frade, localizado no monumento natural O Frade e a Freira, em Itapemirim. A medida, de caráter preventivo e pontual, busca garantir a segurança dos visitantes que frequentam um dos atrativos turísticos mais conhecidos do Espírito Santo, sobretudo entre praticantes de trilhas, caminhadas e turismo de natureza.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA decisão ocorreu após vistoria técnica realizada pela equipe do Instituto, que identificou fraturas subparalelas na formação rochosa do Frade. Segundo os técnicos, essas fraturas resultam de processos naturais de intemperismo, que atuam de forma contínua e gradual sobre rochas expostas às condições ambientais. Embora o fenômeno seja comum nesse tipo de afloramento, o Iema optou pela suspensão temporária do acesso por se tratar de uma área aberta à visitação pública.
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Dessa forma, o isolamento do trecho funciona como uma ação preventiva, adotada antes que qualquer risco potencial possa afetar turistas, guias ou moradores que visitam o monumento. A restrição se limita exclusivamente ao maciço do Frade e não compromete o funcionamento geral da unidade de conservação, que segue sendo referência para o turismo ambiental, educacional e contemplativo na região.
O Frade e a Freira

Além disso, o monumento natural O Frade e a Freira continua exercendo papel relevante no turismo regional. O local atrai visitantes interessados em paisagens naturais, fotografia, caminhadas e contato com formações geológicas. Elas fazem parte da identidade cultural e ambiental do Espírito Santo. Por isso, o monitoramento constante dessas áreas se torna essencial para conciliar preservação, segurança e uso turístico responsável.
De acordo com a gestora do Monaff, Janine Marta Scandiani, a suspensão do acesso não indica situação fora do padrão geológico. Ainda assim, segundo ela, a adoção de medidas preventivas se faz necessária sempre que há circulação de pessoas em áreas naturais sujeitas a mudanças ao longo do tempo. Assim, a prioridade permanece sendo a integridade física dos visitantes e a conservação do patrimônio natural.
Suspensão temporária
Enquanto isso, o Iema mantém o acompanhamento técnico da área e avalia periodicamente as condições do maciço rochoso. A liberação do acesso ocorrerá somente após a confirmação de que não há riscos associados à visitação. Até lá, o Instituto orienta que turistas respeitem a sinalização instalada e sigam as recomendações oficiais durante a visita ao monumento.
Portanto, a suspensão temporária reforça a importância do planejamento no turismo de natureza. As ações preventivas contribuem para que o o Frade e a Freira continue recebendo visitantes de forma segura.
Com informações do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema).