Empresas priorizam aprendizado na efetivação de estagiários
Pesquisa nacional revela que soft skills e atuação do gestor pesam mais que domínio técnico

Uma pesquisa nacional revelou que 84% das empresas priorizam a capacidade de aprendizado na efetivação de estagiários. O levantamento indica que a postura e as competências comportamentais superam o domínio técnico na decisão de contratação.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) encomendou o estudo ao Instituto Locomotiva. A pesquisa ouviu 260 profissionais de Recursos Humanos e responsáveis por programas de estágio em todo o país.
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Os dados mostram que critérios tradicionalmente ligados à formação técnica perderam espaço. Em contrapartida, as empresas passaram a valorizar o aprendizado contínuo e as habilidades comportamentais.
Soft skills lideram critérios de seleção
No processo seletivo, os recrutadores apontaram a vontade de aprender como principal diferencial. Além disso, destacaram disciplina, pontualidade, postura profissional, proatividade e alinhamento cultural.
As chamadas hard skills aparecem como requisitos básicos. No entanto, os entrevistados afirmam que essas competências não determinam a efetivação.
Estrutura dos programas ainda é limitada
O estudo aponta que 68% das empresas contratam estagiários conforme a demanda. Apenas 32% mantêm programas estruturados ao longo do ano.
Entre as organizações que estruturam seus programas, nove em cada dez adotam ciclos de até dois anos. A legislação permite esse prazo máximo para estágio na mesma empresa, exceto para pessoas com deficiência.
Rotatividade preocupa empresas
Apesar de reconhecerem o estágio como estratégia de formação de talentos, as empresas enfrentam desafios. A rotatividade lidera as dificuldades e foi citada por 26% das organizações com programas estruturados.
Além disso, 17% dos entrevistados afirmam que muitos estagiários desistem por considerar a bolsa-auxílio pouco atrativa ou pela dificuldade de conciliar trabalho e estudos.
Liderança influencia desempenho
Os profissionais de RH destacaram o papel do gestor direto como fator decisivo. Segundo 78% dos entrevistados, o desenvolvimento do estagiário depende mais da liderança do que do modelo de trabalho.
Ainda assim, 85% defendem treinamento específico para gestores, a fim de garantir acompanhamento adequado e melhor desempenho dos jovens.
Embora 85% dos programas operem de forma totalmente presencial, 55% das empresas reconhecem que os estudantes preferem formatos flexíveis. Por outro lado, 83% acreditam que o modelo presencial aumenta as chances de efetivação.
Avaliação do CIEE
O superintendente institucional do CIEE, Rodrigo Dib, avaliou que programas mais eficientes equilibram estrutura, acompanhamento e foco no desenvolvimento comportamental.
Segundo ele, empresas que investem em aprendizagem contínua e liderança preparada registram maior retenção, melhor desempenho e taxas mais altas de efetivação.
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