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Loteria: o segredo dos milhões que nunca chegam ao bolso dos ganhadores

Milhares de apostadores ganham prêmios substanciais, mas simplesmente nunca aparecem para retirar o dinheiro.

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Foto: IA

Muitos brasileiros alimentam o sonho de conquistar a independência financeira através das Loterias Caixa. No entanto, uma realidade inusitada assombra o sistema de apostas nacional todos os anos.

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Isso porque, milhares de apostadores ganham prêmios substanciais, mas simplesmente nunca aparecem para retirar o dinheiro. Desse modo, o volume de recursos abandonados impressiona e movimenta cifras que ultrapassam a casa das centenas de milhões de reais.

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Em 2023, por exemplo, os jogadores deixaram de resgatar mais de R$ 326 milhões em premiações variadas. Este montante engloba desde pequenos valores de quadras e ternos até prêmios principais da Mega-Sena e da Lotofácil. Assim, esse fenômeno cria um verdadeiro “cemitério de fortunas” que retorna aos cofres públicos de uma forma muito específica.

O relógio contra o apostador

A legislação brasileira estabelece regras rígidas para o resgate de prêmios lotéricos. O ganhador possui um prazo improrrogável de exatamente 90 dias para reivindicar sua bolada. Este período começa a contar a partir da data da realização do sorteio oficial. Portanto, o apostador precisa conferir o bilhete com agilidade para não perder o direito legal à conquista.

Assim que o relógio atinge o 91º dia, o prêmio perde a validade automaticamente. Nesse sentido, mesmo que o cidadão apresente o comprovante original e legítimo após esse prazo, ele não consegue mais acessar os valores.

De acordo com especialistas do setor, o esquecimento ocorre por diversos motivos, como a perda do canhoto, a conferência errada dos números ou o simples descarte do papel.

Educação: a beneficiada pelo esquecimento

Muitas pessoas acreditam que o governo utiliza esse dinheiro para gastos livres ou manutenção da máquina pública. Mas, a lei brasileira determina um destino nobre e exclusivo para os prêmios prescritos.

Isso porque, o montante integral segue diretamente para o FIES (Fundo de Financiamento Estudantil). Assim, o dinheiro que deixaria um indivíduo milionário acaba financiando a formação acadêmica de milhares de estudantes em todo o país.

Um dos casos mais emblemáticos desta “maldição dos esquecidos” ocorreu na Mega da Virada de 2020. Naquela ocasião, um apostador de São Paulo deixou de sacar, sozinho, a quantia de R$ 162,6 milhões. Então, o prazo venceu, o ganhador nunca se manifestou e o valor recorde reforçou o orçamento do Ministério da Educação.

Como evitar a perda do prêmio

Para não integrar a lista dos milionários anônimos, o apostador deve adotar hábitos de segurança. Primeiramente, recomenda-se escrever o nome completo e o CPF no verso do bilhete assim que realizar a aposta.

Esta medida vincula o prêmio ao portador e evita que terceiros façam o saque em caso de perda do papel. Além disso, a utilização do aplicativo das Loterias Caixa facilita a conferência automática e o aviso de premiação.

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Formada em Licenciatura Letras Português/Literatura. Experiência com assessoria pública e gestão administrativa. Atua na parte esportiva do Aqui Notícias e é cooperadora do podcast esportivo: Linha de Fundo, apresentado toda segunda, quarta e sexta.