Um século de fé: dona Valdira comemora 100 anos com missa em Celina
Celebração reuniu família e comunidade em Celina e destacou uma vida marcada pela fé, pela família e pela dedicação à Igreja

Aos 100 anos, Valdira Gonçalves da Costa celebrou a vida da forma que sempre marcou sua trajetória: com fé. O aniversário foi comemorado com uma missa em ação de graças, celebrada na Comunidade Nossa Senhora de Lourdes, em Celina, distrito de Alegre. A celebração reuniu filhos, netos, bisnetos, tataraneto, trineta, familiares, amigos e membros da comunidade, em um momento de profunda gratidão e emoção.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA missa foi presidida pelo bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim, Dom Luiz Fernando Lisboa, CP, e simbolizou não apenas a marca de um século de vida, mas também a caminhada espiritual de quem fez da Igreja sua segunda casa.
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O encontro promoveu reencontros marcantes. Algumas pessoas, inclusive, voltaram a se ver após mais de quatro décadas.
“Foi uma festinha pequena, mas muito alegre. Vieram pessoas que a gente não via há mais de quarenta anos”, recordou.
História de fé
A história de dona Valdira se confunde com a própria memória da comunidade de Celina. Nascida em 23 de setembro de 1925, na zona rural da região, ela construiu uma vida marcada pelo trabalho na roça, pela família numerosa e por uma fé vivida de forma perseverante.
Filha do meio rural, passou 33 anos vivendo na roça, onde formou, ao lado do esposo, uma família alicerçada na simplicidade e nos valores cristãos. Isso porque, aos 20 anos, em 1945, casou-se com Messias Rodrigues da Costa, união que durou 68 anos.
“Eu já tinha completado sessenta e oito anos de casada. Casei em 1945, no dia 20 de outubro”, relembrou.
Do matrimônio nasceram dez filhos, que deram origem a uma grande família, hoje formada por dez netos, sete bisnetos, um tataraneto e uma trineta. Contudo, para dona Valdira, esse legado representa sua maior alegria. “A felicidade que eu tenho é Deus ter me dado essa graça de chegar aos cem anos e ver vocês crescerem”, afirmou.
Mudança de lugar, mas não de fé
Em 1993, o casal deixou definitivamente a zona rural e passou a morar em Celina. A mudança, contudo, não afastou dona Valdira da vida comunitária. Pelo contrário. A partir desse período, sua atuação na paróquia se intensificou. “Antes eu participava em Vargem Alegre. Depois que vim para Celina, foi direto até agora”, contou.
Assim, ao longo das décadas, ela integrou o Apostolado da Oração, o Círculo Bíblico, as rezas diárias das três horas da tarde e atuou como ministra extraordinária da Sagrada Eucaristia. Dessa forma, o serviço se estendeu por muitos anos, até 2019, quando encerrou a missão. “Desde 2019 eu encerrei a minha carreira lá na igreja”, disse, com serenidade.
Entre 1997 e 2000, buscou formação teológica em Alegre. Mesmo diante do cansaço e das dificuldades, seguiu firme. “Eu saía às sete horas e voltava às onze da noite. No fim, fiquei sozinha, mas fui até o final”, relembrou.
Com memória viva, dona Valdira recorda sacerdotes que marcaram a história local, como padre Paveste, padre Pedro Bassini, padre Guido e padre Pedro Fóssili, responsável por celebrar seu casamento.
Por fim, ao olhar para trás, ela resume um século de vida com simplicidade e fé. “Eu só tenho que agradecer a Deus por essa graça. Eu sou muito feliz”, concluiu.




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