Contarato defende rigor em provas de trânsito e vê com cautela flexibilização na CNH
O senador Fabiano Contarato (PT) manifestou preocupação com possíveis mudanças no processo de habilitação de motoristas no Brasil, especialmente diante de relatos de flexibilização em etapas da prova prática. Ao comentar o fim da obrigatoriedade das autoescolas, o parlamentar afirmou ser favorável à medida, desde que acompanhada de critérios rigorosos na avaliação dos candidatos.

O senador Fabiano Contarato (PT) manifestou preocupação com possíveis mudanças no processo de habilitação de motoristas no Brasil, especialmente diante de relatos de flexibilização em etapas da prova prática. Ao comentar o fim da obrigatoriedade das autoescolas, o parlamentar afirmou ser favorável à medida, desde que acompanhada de critérios rigorosos na avaliação dos candidatos.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDurante entrevista no Jogo Aberto, Contarato destacou que recebeu informações de que, em alguns locais, testes tradicionais como baliza e controle em ladeira deixaram de ser exigidos nas provas de direção. Para o senador, a retirada desses critérios pode comprometer a formação dos condutores e aumentar os riscos no trânsito.
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“Você está dentro do sistema viário com um veículo que tem alta potencialidade ofensiva. Em uma fração de segundos, é possível destruir a vida de outra pessoa ou a sua própria”, alertou.
Apesar das críticas à flexibilização das provas, o senador se posicionou favoravelmente à proposta que torna facultativa a exigência de aulas em centros de formação de condutores. Segundo ele, a medida pode ampliar o acesso à carteira de habilitação, especialmente para pessoas de baixa renda, que muitas vezes não conseguem arcar com os custos do processo.
Contarato defendeu que a decisão de frequentar ou não uma autoescola fique a cargo das famílias, desde que o rigor na avaliação final seja mantido. “Se houver exigência e seriedade na prova, não vejo problema em tornar o ensino facultativo. É uma escolha que pode ser feita conforme a realidade de cada um”, afirmou.
O senador comparou o processo de habilitação a outros sistemas seletivos, como o ENEM, destacando que o importante é garantir que o candidato esteja preparado no momento da avaliação, independentemente da forma de aprendizagem.
Para ele, no entanto, qualquer tentativa de facilitar a obtenção da carteira sem critérios rigorosos representa um risco à segurança viária. “É um barato que pode sair caro. Hoje se flexibiliza, mas amanhã o dano pode ser irreparável. Quanto vale a vida de uma pessoa?”, questionou.
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