Evento literário em Vargem Alta reúne escritores e cultura
A quarta edição do evento reuniu cerca de 200 participantes nos dias 27 e 28, no Sítio Querência, localizado no Centro de Vargem Alta.

A Festa Literária de Vargem Alta, conhecida como Literalta, já tem continuidade assegurada. A organização confirmou a realização da próxima edição para 2027, embora a data ainda não tenha sido definida. O tema escolhido para o próximo encontro será “Águas em fluxos contemporâneos e ancestrais”, ampliando o diálogo entre literatura, memória e território.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEnquanto isso, a quarta edição do evento reuniu cerca de 200 participantes nos dias 27 e 28, no Sítio Querência, localizado no Centro de Vargem Alta. A programação incluiu rodas de conversa com escritores, apresentações culturais, oficinas e shows. Nesse sentido, ao longo dos dois dias, o público acompanhou quatro debates literários, duas oficinas voltadas a estudantes da rede pública e diversas atividades culturais.
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Além disso, o evento abriu espaço para lançamentos de livros, leituras dramáticas e exposições artísticas. Paralelamente, feiras de livros e artesanato, além de intervenções culturais, ampliaram a experiência dos visitantes.
Debates literários e reflexões sociais
Entre os destaques da programação esteve a roda de conversa “Em roda e em volta da fogueira: Narrativas antirracistas”. O encontro reuniu os escritores Gustavo Forde e Patrícia Rufino, com mediação de Letícia Sossai.
Ao final do debate, Forde lançou um desafio ao público: organizar um movimento negro em Vargem Alta. Quatro participantes aceitaram o convite e iniciaram a formação de um novo grupo local. Assim, como incentivo, o escritor presenteou os participantes com exemplares do livro Vozes negras na história da educação: racismo, educação e movimento negro no Espírito Santo (1978-2002).
Produtor executivo do evento, Victorhugo Amorim avaliou que a iniciativa revela o impacto social da programação. Segundo ele, a proposta de criar um grupo voltado ao movimento negro demonstra que a Literalta gera efeitos que ultrapassam os dias do evento.
Além disso, outro momento marcante foi o debate “Toda forma de amar: Narrativas LGBTQUIAPN+”. O poeta Waldo Motta participou da conversa ao lado de Marília Cafe, com mediação de Fell’s Kenstein. Mesmo enfrentando problemas de saúde nos últimos anos, Motta decidiu participar do encontro e interagiu com o público de forma irreverente.
Também participaram da programação os escritores Carla Guerson e Bernadette Lyra, que discutiram o tema “O amor e outras revoluções na perspectiva do feminino”, com mediação de Lívia Corbellari. Já Ricardo Ferraz e Evandro Meirelles conduziram o debate “Narrativas por uma luta inclusiva e acessível”, mediado por Aline Dias.
Cultura, música e homenagens
Além da literatura, o evento valorizou diferentes expressões artísticas. Na noite de abertura, o cantor Fabriccio se apresentou ao lado do Grupo de Caxambu “Fé, Raça e Um Só Coração”. Durante a cerimônia, Dora Ravera, mestre do grupo, recebeu uma homenagem.
O coletivo cultural surgiu na comunidade de Pedra Branca, em Vargem Alta, com o objetivo de fortalecer práticas culturais locais. Desse modo, após permanecer mais de três décadas desativado, o grupo retomou as atividades entre 2017 e 2018, motivado por pesquisas históricas realizadas durante a produção do filme “A Viagem do Seu Arlindo”, dirigido por Sheila Altoé.
Mestre do grupo de Caxambu, Dora Ravera destacou a importância desse resgate cultural e agradeceu à diretora pela iniciativa de recuperar tradições da comunidade.
No segundo dia do evento, o Bloco de Percussão Afro Baobá, de Alfredo Chaves, animou o público com apresentações musicais. Em seguida, o projeto Noites Proibidas apresentou performances que celebraram o orgulho LGBTQIAPN+.
Oficinas estimulam criatividade de estudantes
Como parte da proposta de formação cultural, a Literalta também realizou oficinas voltadas a alunos da rede pública. Estudantes de 14 a 16 anos da Escola Estadual Presidente Luebke participaram das atividades.
Artista visual e educadora cultural, Fernanda Nali conduziu a “Oficina de criação literária a partir de fotografia”. Durante a atividade, os estudantes produziram textos curtos inspirados em registros fotográficos e realizaram uma caminhada para observar o ambiente ao redor.
Poeta e educador cultural, Marcéu Rosário coordenou a “Oficina de Poesia”. O objetivo foi estimular a sensibilidade poética e incentivar a expressão criativa dos jovens por meio da palavra.
Assim, ao final, os participantes refletiram sobre poesia como ferramenta de autoconhecimento, expressão afetiva e transformação social.
A quarta edição da Festa Literária de Vargem Alta foi realizada pela Tangerinas do Deserto Produções, com recursos do Funcultura, da Secretaria da Cultura do Espírito Santo, da Lei Aldir Blanc, do Ministério da Cultura e do Governo Federal, além do apoio da Prefeitura de Vargem Alta.
Com informações da assessoria de imprensa
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