Ministério Público recomenda suspensão de licitação milionária do São João de Caruaru
A medida foi adotada após análise da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania em Caruaru, que identificou falhas consideradas graves no Pregão Eletrônico nº 90080/2026.

Decisão publicada nesta terça-feira (14) aponta irregularidades em licitação milionária para o São João de Caruaru 2026 e levou o Ministério Público de Pernambuco a recomendar a suspensão imediata do processo. O certame, estimado em R$ 15,5 milhões, prevê a contratação de serviços como montagem de estruturas, sonorização e iluminação do evento.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA medida foi adotada após análise da 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Cidadania em Caruaru, que identificou falhas consideradas graves no Pregão Eletrônico nº 90080/2026. De acordo com o órgão, há “não conformidades estruturais” com potencial de causar prejuízo aos cofres públicos.
Entre os principais problemas apontados está a aplicação inadequada da taxa de Benefícios e Despesas Indiretas (BDI) de forma linear sobre todo o contrato, inclusive em itens que não deveriam receber esse tipo de cobrança, como a locação de equipamentos. Para o MPPE, a prática pode resultar em sobrepreço.
Outro ponto crítico destacado é a concentração de diferentes serviços em um único lote, obrigando uma mesma empresa a executar atividades diversas, como fornecimento de som, iluminação e até obras de engenharia. Segundo o Ministério Público, esse modelo reduz a competitividade, dificulta a participação de empresas especializadas e pode favorecer intermediários, além de levantar suspeitas de direcionamento.
A promotoria também identificou cláusulas que restringem a concorrência, como exigências técnicas consideradas excessivas e a proibição de somar experiências anteriores em atestados de capacidade técnica. Na avaliação do órgão, essas condições comprometem a transparência e a ampla participação no processo.
Diante das irregularidades, o MPPE recomendou que a Fundação de Cultura e a Prefeitura revisem o edital, com a separação dos serviços em lotes distintos e ajustes nos valores apresentados. As autoridades municipais têm prazo de 48 horas para informar se vão acatar a recomendação.
Caso não haja cumprimento, o Ministério Público poderá acionar a Justiça para suspender a licitação e responsabilizar os envolvidos por improbidade administrativa. A decisão pode impactar diretamente a organização do São João de 2026, considerado um dos maiores eventos culturais do Nordeste.
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