Obra resgata vida de famílias escravizadas no Sul do ES
Publicação apresenta nova abordagem sobre a escravidão ao destacar vínculos familiares e estratégias sociais no período entre 1831 e 1888.

Uma pesquisa histórica resultou no lançamento do livro que analisa o cotidiano de famílias escravizadas em Itapemirim, no sul do Espírito Santo. A obra investiga o período entre 1831 e 1888 e apresenta uma abordagem inédita ao destacar os vínculos familiares construídos durante a escravidão.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiO pré-lançamento acontece nesta quarta-feira (15), às 10 horas, na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O evento integra a programação do III Simpósio Internacional do Laboratório de História, Poder e Linguagens, realizado no Campus Goiabeiras.
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A autora construiu o livro a partir de anos de investigação acadêmica. Para isso, ela analisou documentos históricos pouco explorados, como registros de batismo, óbitos, inventários e testamentos que envolviam pessoas escravizadas. Além disso, ela acessou acervos raros e, em muitos casos, ainda não catalogados.
Estratégias sociais de sobrevivência
Historiadora, a autora afirma que direcionou o estudo para compreender a escravidão sob uma nova perspectiva. Segundo ela, os documentos revelam que os cativos não eram passivos, mas sim indivíduos que buscavam estratégias sociais para sobreviver. Entre essas estratégias, as relações familiares se destacam como elemento central.
Além disso, a pesquisadora destaca que o casamento e a formação de famílias permitiam algum nível de convivência social, mesmo em meio às limitações impostas pelo sistema escravista. Dessa forma, o estudo busca evidenciar a humanidade dessas pessoas, sem ignorar as dificuldades enfrentadas no período.
A autora iniciou a pesquisa ainda na graduação em História. Posteriormente, ela aprofundou os estudos no mestrado, quando conseguiu acesso a novos documentos. Ao longo desse processo, enfrentou desafios para localizar acervos históricos, mas, ao mesmo tempo, encontrou descobertas que contribuíram para reconstruir parte da história regional.
Atualmente, a pesquisadora atua como professora da rede municipal de Marataízes e segue vinculada à Ufes, onde participa de atividades acadêmicas. Além disso, ela também desenvolve trabalhos no Instituto Histórico e Geográfico de Itapemirim e Marataízes.
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