Você sabia? O Espírito Santo produz 25% do café do Brasil
A cafeicultura se mantém como a principal atividade agrícola capixaba, movimentando a economia e gerando milhares de empregos em diferentes regiões.

Nesta terça-feira (14), é celebrado o Dia Mundial do Café e o Espírito Santo comemora a data com números que reforçam sua força no cenário nacional. Atualmente, o Estado responde por cerca de 25% da produção brasileira e lidera a produção de café conilon. Além disso, a cafeicultura se mantém como a principal atividade agrícola capixaba, movimentando a economia e gerando milhares de empregos em diferentes regiões.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA história do café no Espírito Santo começou ainda na primeira metade do século XIX. Inicialmente, o cultivo se concentrou no Sul do Estado e, ao longo dos anos, se expandiu para outras regiões. Com isso, a cafeicultura passou a substituir gradualmente o modelo econômico baseado na cana-de-açúcar. Já por volta de 1850, o café ganhou destaque e impulsionou investimentos em infraestrutura, como estradas, ferrovias e a ampliação das atividades no Porto de Vitória.
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De acordo com o Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), no caso do café arábica, o cultivo se consolidou especialmente com a chegada de imigrantes italianos e alemães. Essas comunidades contribuíram diretamente para o desenvolvimento da atividade, sobretudo nas regiões sul e serrana. Posteriormente, a produção avançou para áreas ao norte do Rio Doce, ampliando ainda mais a presença da cultura no território capixaba. Até 1962, o arábica dominava a economia agrícola do Estado, ocupando mais de 500 mil hectares.
Dia Mundial do Café celebra a bebida
Entretanto, a partir do século XX, o café conilon começou a ganhar espaço. As primeiras sementes foram plantadas no final da década de 1920, em Cachoeiro de Itapemirim. Apesar da resistência inicial de produtores de arábica, o conilon se mostrou mais adaptado a determinadas regiões e, gradualmente, passou a ocupar áreas antes não exploradas. Em 1971, os plantios comerciais ganharam força, especialmente em municípios como São Gabriel da Palha, consolidando uma nova fase para a cafeicultura capixaba.
Atualmente, o Espírito Santo produz entre 8,5 e 9,5 milhões de sacas de conilon por ano, o que representa cerca de 75% da produção nacional dessa variedade. Além disso, o Estado ocupa a posição de segundo maior produtor de café do Brasil. A atividade está presente em quase todos os municípios e envolve aproximadamente 82 mil propriedades rurais, sendo que mais de 68% delas cultivam café.
Outro dado relevante mostra que 87% da produção capixaba ocorre em pequenas propriedades, com média de 9,37 hectares. Dessa forma, a cafeicultura mantém um papel essencial na geração de renda no campo. Ao todo, cerca de 350 mil pessoas trabalham diretamente na atividade, o que reforça sua importância social e econômica.
Mercado interno e externo
No mercado, o café arábica produzido no Espírito Santo tem forte presença internacional, com cerca de 60% da produção destinada à exportação. Já o conilon atende principalmente ao mercado interno, com 90% da produção consumida no Brasil. Entre os principais destinos do café capixaba estão países como Estados Unidos, Alemanha, Eslovênia, além de nações da região do Mediterrâneo e a Argentina.
O Dia Mundial do Café não apenas celebra a bebida, mas também evidencia o papel estratégico do Espírito Santo no setor. Afinal, o Estado se consolidou como referência nacional e internacional, unindo tradição, produtividade e diversidade na produção cafeeira.
Com informações do Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV).
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