Espírito Santo alcança dez mil perfis inseridos no Banco de Perfis Genéticos da PC
O desempenho coloca o Espírito Santo em evidência: o estado é o 4º mais eficiente do Brasil em número de perfis cadastrados proporcionalmente à população.

A Polícia Científica do Estado do Espírito Santo (PCIES), por meio do Laboratório de DNA Forense (LABDNA) do Instituto de Laboratórios de Análises Forenses (ILAF), ultrapassou a marca de 10 mil perfis genéticos inseridos no Banco de Perfis Genéticos do Espírito Santo (BEPG-ES). A ferramenta tem papel fundamental na solução de crimes e na identificação de pessoas desaparecidas.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiAté o momento, o banco estadual já indicou mais de 150 coincidências entre vestígios e indivíduos. Além disso, mais de 30 pessoas desaparecidas foram identificadas. Segundo a perita oficial criminal, responsável pelo BEPG-ES, Carolina Mayumi Vieira, somente no mês de abril foram registradas 10 coincidências e uma identificação de pessoa desaparecida por meio do Banco de Perfis Genéticos.
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“Em Abril, três casos chamaram nossa atenção. Identificamos uma pessoa desaparecida desde janeiro de 2019, cuja ossada foi encontrada em Minas Gerais. Também identificamos o DNA de um condenado em um arrombamento a um estabelecimento financeiro no norte do Estado. Além disso, por meio do perfil genético de outro condenado, foi possível identificar o autor de um crime sexual ocorrido em 2023”, detalhou.
A eficácia desses resultados está diretamente ligada à estratégia de ampliação do acervo genético. A inserção contínua de perfis de suspeitos e condenados, conforme previsto em lei, além do processamento massivo de vestígios de crimes atua como um multiplicador de elucidações. Ao ampliar a base de dados, a Polícia Científica possibilita que vestígios coletados em cenas de crimes sem autoria conhecida finalmente levem à identificação de suspeitos, contribuindo para o combate à reincidência e à impunidade.
Periodicamente, a Polícia Científica promove mobilizações voltadas à divulgação da coleta de amostras biológicas de familiares de pessoas desaparecidas, com o objetivo de ampliar o conhecimento da população sobre esse serviço permanente. Como os perfis genéticos de pessoas vivas ou falecidas sem identificação são inseridos no banco de dados, essas ações contribuem para aumentar as chances de localização e identificação, possibilitando respostas e desfechos para familiares que seguem em busca de seus parentes.
Atualmente, o Espírito Santo ocupa a 10ª posição entre os estados brasileiros em número absoluto de perfis genéticos inseridos e a 4ª posição nacional em quantidade de perfis proporcionais à população, evidenciando a eficiência e o alcance do trabalho desenvolvido no estado.
O Banco de Perfis Genéticos
Criado em 2014, o banco estadual integra uma rede nacional que permite o compartilhamento e o confronto automatizado de perfis genéticos. O sistema possibilita que vestígios coletados em locais de crime sejam comparados com perfis já cadastrados, tanto no âmbito estadual quanto nacional, ampliando significativamente as chances de identificação de autores, inclusive em casos inicialmente sem suspeitos.
A utilização de perfis genéticos tem contribuído para a elucidação de crimes complexos, especialmente aqueles sem autoria conhecida, oferecendo respostas mais rápidas e seguras à sociedade. A ferramenta também atua de forma decisiva na identificação de casos de reincidência criminal, conectando diferentes ocorrências e fortalecendo a atuação integrada das forças de segurança em todo o país.
Outro aspecto relevante é o papel da genética forense na prevenção de condenações injustas. Ao fornecer evidências científicas robustas, o banco contribui tanto para a responsabilização correta de culpados quanto para a exclusão de suspeitos indevidamente implicados, promovendo mais equilíbrio e confiabilidade ao sistema de justiça.
Os resultados alcançados refletem uma trajetória contínua de investimento e consolidação da genética forense no Espírito Santo. O LABDNA foi criado em 2006 e, em julho deste ano, completará 20 anos de atuação. Já o compartilhamento de perfis pelo ES na Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos foi iniciado em 2014. Desde então, o compartilhamento de dados e a integração entre as unidades periciais vêm ampliando a capacidade de identificação genética e contribuindo diretamente para a elucidação de crimes e a localização de pessoas desaparecidas.
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