PC conclui investigação sobre morte de trabalhador encontrado em tanque de ácido em Castelo
Laudos periciais descartaram homicídio e acidente de trabalho.

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia de Polícia de Castelo, concluiu o inquérito que investigava a morte de um homem de 29 anos em uma empresa de mármores e granitos localizada no bairro Aracuí, em Castelo. O caso aconteceu no dia 15 de novembro do ano passado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiApós análises técnicas e perícias realizadas pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES), os investigadores descartaram qualquer possibilidade de homicídio ou acidente de trabalho. Segundo a conclusão da investigação, o homem entrou voluntariamente no reservatório químico da empresa.
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O relatório final foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), com sugestão de arquivamento do caso por inexistência de crime.
Durante as investigações, a Polícia Civil utilizou imagens de videomonitoramento e laudos de engenharia e DNA forense para esclarecer o caso. As imagens mostraram que a vítima permaneceu sozinha no setor da empresa por cerca de 52 minutos.
“Além disso, o laudo pericial de exame de local demonstrou que a abertura do tanque media apenas 29 centímetros de largura, tornando inviável uma queda acidental, e identificou marcas de botas nas bordas da estrutura, o que comprovou o ato voluntário. As investigações apontaram que motivações de ordem íntima, como problemas conjugais e severas restrições financeiras, levaram ao autoextermínio”, explicou o titular da Delegacia de Polícia de Castelo, delegado Estevão Oggione.
O delegado também destacou o trabalho técnico realizado pela equipe responsável pelo caso.
“A elucidação precisa desse caso foi fundamental para dar uma resposta à sociedade diante de um fato tão incomum e de tamanha repercussão. A nossa equipe agiu com total precisão, e a excelência dos laudos periciais nos permitiu afastar com absoluta segurança jurídica qualquer intervenção criminosa de terceiros”, salientou Oggione.
Com a conclusão do procedimento, o inquérito foi enviado à Justiça para as providências cabíveis e posterior arquivamento.
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