PF deflagra operação contra fraude bancária no Espírito Santo
Polícia Federal cumpriu mandados em Linhares durante investigação de suposta fraude bancária contra a Caixa Econômica Federal.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (19), a Operação Lastro, em Linhares, no Norte do Espírito Santo. A ação tem como objetivo investigar uma suposta fraude bancária praticada contra a Caixa Econômica Federal por meio da emissão e desconto de duplicatas sem lastro comercial.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDurante a operação, os policiais federais cumpriram dois mandados de busca e apreensão no município. Conforme as investigações, a empresa alvo da apuração teria utilizado o sistema de desconto de duplicatas da instituição financeira para obter crédito bancário de forma irregular.
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Segundo a PF, os títulos eram emitidos em nome de supostos compradores que posteriormente negavam qualquer relação comercial com a empresa investigada. Inicialmente, as operações teriam ocorrido dentro do limite rotativo disponibilizado pelo banco, o que dava aparência de legalidade às movimentações financeiras.
Contudo, no decorrer das apurações, os investigadores identificaram a emissão de duplicatas sem circulação de mercadorias ou prestação de serviços correspondente. Os valores eram descontados por meio do internet banking empresarial e creditados diretamente na conta da empresa investigada.
Ainda de acordo com a Polícia Federal, os boletos de cobrança não eram enviados aos supostos sacados, fator que teria dificultado a descoberta da fraude. O esquema começou a ser identificado após empresas procurarem a Caixa Econômica Federal relatando cobranças relacionadas a títulos que afirmavam desconhecer.
Durante a investigação, foram realizadas oitivas, análises documentais e exames telemáticos. Os trabalhos permitiram identificar dispositivos eletrônicos utilizados nos acessos bancários ligados às operações investigadas, além de indícios da participação dos suspeitos na rotina comercial, financeira e documental da empresa.
Os investigados poderão responder, em tese, pelo crime de duplicata simulada, previsto no artigo 172 do Código Penal, cuja pena varia de dois a quatro anos de detenção, além de multa. Outros crimes ainda podem ser identificados no decorrer das investigações.
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