Segurança

PF deflagra operação contra fraudes em licitações no Espírito Santo

Investigação apura esquema envolvendo licitações, superfaturamento e lavagem de dinheiro durante evento no município.

Polícia Federal
Foto: Polícia Federal/Governo BR

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Eco da Fraude II para investigar um suposto esquema de corrupção, fraudes licitatórias, peculato e lavagem de dinheiro no município de Pedro Canário.

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A ação cumpriu dois mandados de prisão, além de medidas de afastamento cautelar de um ocupante de cargo eletivo e de um servidor municipal. Também foram executados 11 mandados de busca e apreensão e outras medidas patrimoniais autorizadas pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Segundo a investigação, o esquema estaria relacionado à realização do “XXXIV Forró da Tábua Lascada”, evento tradicional realizado em Pedro Canário. A Polícia Federal apura a atuação de uma organização criminosa formada, supostamente, por agentes públicos e empresários.

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As investigações apontam indícios de manipulação de processos licitatórios, superfaturamento de contratos públicos e pagamento de vantagens indevidas. De acordo com a PF, os valores obtidos de forma ilícita eram posteriormente ocultados por meio de operações financeiras suspeitas.

Entre os elementos identificados durante as apurações estão movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados, uso de contas bancárias de terceiros e circulação de dinheiro em espécie para dificultar o rastreamento dos recursos.

A Polícia Federal também informou que o grupo investigado utilizaria uma estrutura organizada para ocultar e dissimular a origem dos valores supostamente desviados.

As medidas cautelares têm como objetivo aprofundar a coleta de provas, identificar outros possíveis envolvidos, interromper a continuidade das práticas criminosas e garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Somadas, as penas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.