Projeto une educação e música em presídio feminino de Cachoeiro
A proposta buscou integrar educação e assistência social, abordando temas como reconhecimento de direitos, cidadania, inclusão e enfrentamento de situações de vulnerabilidade.

Alunas do Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim (CPFCI), participaram do projeto “Dia Mundial da Educação: o papel da educação integrada à assistência social”, desenvolvido durante duas semanas, entre os meses de abril e maio. A ação envolveu aproximadamente 70 estudantes e teve como foco a reflexão sobre educação, cidadania, direitos e inclusão social.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA iniciativa foi realizada em sala de aula, durante as aulas de Língua Portuguesa conduzidas pela professora Pâmela da Cunha Almeida, com acompanhamento da pedagoga orientadora Mara Cristina Hernandes Garbellotto e da assistente social Simone Machado Pereira Catani.
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Durante as atividades, as alunas produziram poemas relacionados à temática proposta e participaram de momentos de escuta musical e reflexão, com canções voltadas ao ato de aprender. Entre as músicas trabalhadas esteve “Tente Outra Vez”, de Paulo Coelho e Marcelo Motta, interpretada por Raul Seixas.
A proposta buscou integrar educação e assistência social, abordando temas como reconhecimento de direitos, cidadania, inclusão e enfrentamento de situações de vulnerabilidade. Na última quinta-feira (07), o projeto contou também com apresentação musical de integrantes da Orquestra Rochativa, com violino, flauta e violoncelo.
Mara Cristina Hernandes Garbellotto, é pedagoga da escola Jequitibá Rosa, que funciona dentro da unidade prisional ressaltou o papel da escola no ambiente prisional. “A escola traz para o ambiente prisional um pertencimento e uma leveza que fazem com que nossas alunas se sintam acolhidas. Trazer a música clássica fez com que todas vivessem sensações desconhecidas por elas, que só a música é capaz de oferecer”, afirmou.
A diretora do Centro Prisional Feminino de Cachoeiro de Itapemirim, Mikeli Patta Catein, avaliou que ações educacionais contribuem para o processo de ressocialização. Segundo ela, a integração entre educação e assistência social fortalece a autoestima, o senso crítico e as perspectivas de reintegração social das reeducandas.
A atividade utilizou canções, vídeos e produção textual como recursos pedagógicos, possibilitando momentos de reflexão sobre trajetórias pessoais, direitos e superação de obstáculos relacionados ao contexto prisional.
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