Qualidade de vida em debate: home office e os desafios da escala 6x1
Analista de Recursos Humanos Thaynara Azevedo destaca avanços e defende jornadas de trabalho mais flexíveis

Nesta sexta-feira, 1º de maio, o Dia do Trabalhador convida à reflexão sobre as transformações nas relações de trabalho, especialmente diante do avanço do modelo home office.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiPara muitos profissionais, a possibilidade de trabalhar de casa representa mais autonomia e qualidade de vida. No entanto, o novo formato também impõe desafios que exigem adaptação, disciplina e novos limites entre vida pessoal e profissional.
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“Desde que comecei a trabalhar em home office, minha rotina ficou mais flexível, principalmente por não precisar me deslocar até o trabalho. Isso me permitiu organizar melhor meus horários e ganhar um tempo que antes era perdido no trânsito. Por outro lado, precisei criar mais disciplina para manter o foco e separar bem os momentos de trabalho e descanso”, explica a analista de Recursos Humanos, Thaynara Azevedo.
Entretanto, a percepção de alguns gestores, que acham que pelo fato de o trabalhador estar em casa deve estar “constantemente disponível”, pode levar ao aumento da carga de trabalho. Soma-se a isso ainda a dificuldade de muitos profissionais em estabelecer limites claros entre a vida pessoal e as demandas do trabalho, o que contribui para a sobrecarga e o desgaste ao longo do tempo.
“Um dos maiores desafios no dia a dia é justamente essa separação entre o pessoal e o profissional. Como estou no mesmo ambiente o tempo todo, às vezes fica difícil “desligar” do trabalho. Além disso, lidar com distrações e manter uma rotina produtiva exige bastante organização”, afirma.
Apesar dos desafios, o modelo de home office ainda é percebido como mais vantajoso, uma vez que a modalidade proporciona ganhos no que diz respeito a qualidade de vida, sobretudo com o tempo economizado com deslocamentos; organização de horários de trabalho e mais tempo para dar atenção a família e cuida da saúde.
“Neste Dia do Trabalhador, vejo o home office como um avanço importante nas relações de trabalho, pois traz mais autonomia e qualidade de vida. Ainda assim, acredito que ele precisa evoluir, principalmente no que diz respeito a limites claros de jornada e apoio das empresas para esse formato”, ressalta Azevedo.
Modelo desgastante
Outro ponto que ganha destaque neste Dia do Trabalhador é a discussão sobre modelos tradicionais de jornada de trabalho, como a escala 6×1, seis dias de trabalho para um de descanso. Considerado por muitos como desgastante, esse formato tem sido alvo de críticas por limitar o tempo destinado à família, ao lazer e aos cuidados com a saúde.
“Vejo como um modelo bastante desgastante. Reduzir essa carga pode trazer impactos muito positivos na vida das pessoas, permitindo mais tempo para a família, lazer e cuidados com a saúde. Isso contribui não só para o bem-estar, mas também para a produtividade e satisfação no trabalho”, aponta a analista de Recursos Humanos.
Fim da escala 6×1

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quinta-feira (30) o fim da escala de trabalho 6×1 durante participação no programa “Bom Dia, Ministro”. Segundo ele, a proposta do governo brasileiro é reduzir a jornada semanal para 40 horas, sem corte de salários, garantindo duas folgas por semana. A medida, de acordo com o ministro, busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e, ao mesmo tempo, impulsionar a produtividade da economia.
“É provado que estão aumentando demasiadamente as doenças profissionais, especialmente doenças mentais, mas também acidentes e faltas. O governo defende com muita clareza a redução para 40 horas semanais, sem redução de salário, com duas folgas na semana, para mudar a escala perversa, especialmente para as mulheres”, afirmou.
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