Setor de rochas teme novas tarifas dos Estados Unidos
O setor brasileiro de rochas naturais acompanha com preocupação duas propostas tarifárias dos Estados Unidos que podem elevar a carga sobre produtos exportados e afetar granitos, mármores e ardósias.

A Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) demonstrou preocupação com duas propostas tarifárias anunciadas pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR), que podem aumentar os custos para produtos brasileiros exportados ao principal mercado consumidor das rochas naturais nacionais.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiUma das medidas prevê a aplicação de uma sobretaxa de 25% sobre determinados produtos brasileiros. Paralelamente, outra proposta, relacionada a uma investigação sobre políticas de combate ao trabalho forçado, poderá acrescentar uma tarifa de até 12,5%. Caso as duas iniciativas sejam aprovadas e aplicadas de forma conjunta, algumas categorias poderão enfrentar uma carga tarifária de até 37,5%.
Entre os produtos potencialmente afetados estão granitos, mármores, ardósias e outros materiais relevantes para a pauta exportadora brasileira. Os quartzitos enquadrados no código HTSUS 6802.99.00 aparecem entre as exceções da primeira proposta, mas o setor acompanha com atenção os possíveis desdobramentos das novas regras.
Setor alerta para impactos nas exportações
Segundo o presidente da Centrorochas, Tales Machado, o cenário exige atenção devido à possibilidade de sobreposição das tarifas.
“A preocupação do setor aumenta diante da possibilidade de acumulação de medidas tarifárias sobre produtos brasileiros. Dependendo da forma como as propostas venham a ser implementadas, a carga tarifária poderá alcançar patamares superiores aos atualmente discutidos individualmente, chegando, em alguns cenários, a até 37,5%”, afirmou.
Os Estados Unidos são o principal destino das exportações brasileiras de rochas naturais. Por isso, qualquer ampliação de barreiras comerciais pode afetar empresas, investimentos e empregos ligados à cadeia produtiva.
Medidas ainda não estão em vigor
Apesar do anúncio das propostas, nenhuma delas está valendo atualmente. Os processos ainda dependem de consultas públicas, audiências e da decisão final do governo americano antes de uma eventual implementação.
A Centrorochas informou que seguirá acompanhando as discussões e fortalecendo o diálogo institucional com representantes do setor e autoridades nos Estados Unidos para defender a competitividade das rochas naturais brasileiras no mercado internacional.
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