Cabo eleitoral: veja até quantas pessoas os políticos do ES poderão contratar este ano
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu os limites máximos para a contratação de pessoal destinado às atividades de militância

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu os limites máximos para a contratação de pessoal destinado às atividades de militância e mobilização de rua durante as eleições de 2026. A regra, válida para candidatos, partidos, federações e coligações, estabelece quantos cabos eleitorais podem ser contratados de forma direta ou terceirizada em cada município brasileiro, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiDe acordo com a tabela oficial do TSE, tomando como referência o eleitorado da Serra (361.293 eleitores), o limite de contratação no Espírito Santo é de 631 pessoas para candidatos a governador e senador.
Já as chapas à Presidência da República poderão contratar até 1.262 pessoas no Estado, enquanto os candidatos a deputado federal poderão contratar até 442 cabos eleitorais e os candidatos a deputado estadual, até 221.
Veja: Tabela oficial de limites de contratação de pessoal nas eleições de 2026
As normas foram publicadas por meio da Portaria nº 444/2026, assinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, e utilizam como base o número de eleitores aptos após o fechamento do cadastro eleitoral deste ano. O objetivo é garantir equilíbrio entre as campanhas e reforçar a fiscalização sobre os gastos e a estrutura utilizada pelos candidatos.
Como é calculado o limite de contratação
A legislação eleitoral estabelece uma fórmula baseada no número de eleitores de cada cidade.
Nos municípios com até 30 mil eleitores, o número máximo de pessoas contratadas para atividades de campanha corresponde a 1% do eleitorado.
Já nas cidades com mais de 30 mil eleitores, o cálculo começa com um limite inicial de 300 contratações, referente aos primeiros 30 mil eleitores. A partir daí, é permitida mais uma contratação para cada grupo de mil eleitores excedentes.
Para as disputas estaduais e federais, como governador, senador e deputados, o cálculo leva em consideração o município com o maior colégio eleitoral de cada estado.
Veja a tabela oficial do TSE
Os limites de contratação para todos os municípios brasileiros podem ser consultados na tabela oficial divulgada pela Justiça Eleitoral.
Tabela oficial de limites de contratação de pessoal nas eleições de 2026
Limite é considerado por chapa
A fiscalização considera o total de contratações realizadas pela chapa.
Na prática, isso significa que entram na mesma conta os contratos feitos pelo candidato titular, vice, suplentes e também aqueles realizados de forma terceirizada.
Para os partidos políticos, o teto corresponde à soma dos limites de todas as candidaturas próprias registradas pela legenda.
Quem não entra na conta
Nem toda pessoa que atua em uma campanha eleitoral é considerada no limite estabelecido pelo TSE.
Ficam de fora do cálculo:
- militantes voluntários e não remunerados;
- profissionais contratados exclusivamente para serviços administrativos internos;
- fiscais e delegados credenciados para atuar no dia da eleição;
- advogados e equipes jurídicas contratadas pelas campanhas, partidos, coligações ou federações.
Descumprimento pode gerar cassação
O TSE alerta que ultrapassar deliberadamente os limites pode trazer consequências severas.
Além de configurar possível prática de corrupção eleitoral, prevista no artigo 299 do Código Eleitoral, o excesso de contratações pode motivar investigações por abuso de poder econômico.
Dependendo da gravidade do caso, o candidato poderá responder a ações que podem resultar na cassação do registro ou do diploma, além de outras sanções previstas na legislação eleitoral.
Outros limites para gastos de campanha
A portaria também reforça restrições relacionadas às despesas de campanha.
Entre elas estão:
- despesas com alimentação de pessoal limitadas a 10% do total gasto na campanha;
- gastos com aluguel de veículos automotores limitados a 20% das despesas totais da campanha.
As medidas buscam ampliar a transparência, controlar os gastos eleitorais e assegurar condições mais equilibradas entre os candidatos durante o processo eleitoral.
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