Caso Monique: investigação continua após confissão do companheiro
Delegado explicou que o crime permanente permitiu a prisão em flagrante, enquanto a morte teria ocorrido dias antes da apresentação do investigado.

O homem que confessou ter matado a companheira, Monique Oliveira Fernandes, de 33 anos, foi autuado em flagrante por ocultação de cadáver e encaminhado ao sistema prisional.
A prisão ocorreu depois que ele revelou à Polícia Civil onde havia escondido o corpo da vítima. Monique foi encontrada na noite de sexta-feira (24), dentro da residência do casal, em São José do Calçado.
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Segundo o delegado Messias Sirtuli, o investigado afirmou que o crime aconteceu após uma discussão relacionada à saída de Monique de casa.
Ele apresentou aos policiais sua versão sobre o confronto. Esse relato, no entanto, ainda será confrontado com os resultados da perícia, os depoimentos e os demais elementos reunidos durante o inquérito.
Polícia explica autuação em flagrante
De acordo com o delegado, a polícia não poderia realizar a prisão em flagrante pelo homicídio porque a morte teria ocorrido vários dias antes da apresentação espontânea do investigado.
Já a ocultação de cadáver é classificada como crime permanente. Isso significa que a situação ilegal continuava até a localização do corpo, permitindo a autuação em flagrante.
A confissão sobre a morte passará a integrar a investigação, que deverá apurar o feminicídio e definir as responsabilidades criminais.
Os exames realizados pela Polícia Científica também ajudarão a esclarecer a dinâmica do caso e a causa oficial da morte.
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