Operação Mulher Segura prende 268 suspeitos de violência contra mulheres no Espírito Santo
Ação integrada das polícias Civil e Militar atendeu mais de 2,3 mil mulheres, fiscalizou medidas protetivas e realizou 268 prisões durante o mês de junho.

As forças de segurança do Espírito Santo encerraram a 2ª edição da Operação Nacional Mulher Segura com um balanço de 268 prisões de autores de violência doméstica e familiar contra a mulher. A ação, realizada entre os dias 1º e 30 de junho, também promoveu mais de 1,7 mil fiscalizações de medidas protetivas e prestou atendimento especializado a 2.341 mulheres em todo o Estado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA operação foi coordenada nacionalmente pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e executada no Espírito Santo de forma integrada pela Polícia Civil (PCES), Polícia Militar (PMES) e Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SESP).
Segundo as instituições, o objetivo foi intensificar ações de prevenção, proteção, acolhimento às vítimas e repressão qualificada aos crimes de violência doméstica e familiar.
Mais de 230 prisões em flagrante
Durante os 30 dias de operação, foram efetuadas:
- 268 prisões de autores de violência contra a mulher, sendo:
- 237 em flagrante;
- 31 em cumprimento de mandados judiciais.
- 2.341 mulheres atendidas pelas equipes especializadas;
- 1.741 fiscalizações de Medidas Protetivas de Urgência;
- 90 ações educativas presenciais;
- 16.157 pessoas alcançadas por campanhas de conscientização;
- 407 policiais empregados na operação;
- 185 viaturas utilizadas nas ações em todo o Estado.
Um dos destaques da operação foi o cumprimento de 14 mandados de prisão por descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência, previstas na Lei Maria da Penha.
As forças de segurança reforçaram que o descumprimento de uma medida protetiva é crime e pode resultar em prisão em flagrante, além da decretação de prisão preventiva quando necessária para garantir a segurança da vítima.
Mutirões e atendimento ampliado
Além das ações de repressão, a operação também promoveu mutirões nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e nos Núcleos Especializados de Atendimento à Mulher (NEAMs), reduzindo o volume de investigações pendentes.
Outra frente de atuação foi a ampliação dos serviços especializados para municípios do interior, por meio do projeto DEAM Itinerante, que levou atendimento a mulheres em regiões onde não há delegacias especializadas.
Integração fortaleceu combate à violência
A Polícia Civil destacou que a atuação conjunta entre as forças de segurança e os órgãos da rede de proteção foi determinante para os resultados alcançados.
Segundo a corporação, a operação vai além dos números, ao fortalecer a prevenção da violência, ampliar o acolhimento às vítimas, responsabilizar agressores e contribuir para a redução dos casos de violência doméstica e do feminicídio no Espírito Santo.
A Operação Nacional Mulher Segura integra as estratégias permanentes do Ministério da Justiça e Segurança Pública para fortalecer as políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o país.
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