Perícia identifica chassi adulterado e leva à prisão de motociclista durante operação no ES
Perícia da Polícia Científica constatou adulteração no chassi de uma motocicleta durante a Operação Força Pela Vida. Condutor foi preso em flagrante e veículo apreendido.

Uma perícia realizada pela Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES) durante a Operação Força Pela Vida resultou na identificação de uma motocicleta com o chassi adulterado e na prisão em flagrante do condutor. A ocorrência foi registrada na última sexta-feira (26), durante uma ação integrada de fiscalização de trânsito.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA operação reuniu equipes do Departamento de Identificação Veicular (DEIV), do Instituto de Criminalística (IC), do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), do Departamento Estadual de Trânsito (Detran|ES), do Departamento de Operações de Trânsito (DOT) da Serra, da Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
A motocicleta foi abordada durante uma fiscalização de rotina. Após suspeitas levantadas pelos policiais militares, peritos da Polícia Científica foram acionados para realizar a análise dos sinais identificadores do veículo.
Chassi teve numeração completamente suprimida
Durante a vistoria, os peritos constataram que a área onde deveria estar gravado o número do chassi havia sido totalmente adulterada. Segundo a Polícia Científica, a numeração original foi suprimida e coberta por uma estrutura metálica com características de soldagem, impossibilitando a identificação visual do veículo.
Com a confirmação da fraude, foram produzidos os elementos técnicos que embasaram a apreensão da motocicleta e a prisão em flagrante do motorista pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor, previsto no artigo 311 do Código Penal.
O chefe do Departamento de Identificação Veicular, perito oficial criminal Vitor Simmer, explicou que o exame realizado durante a fiscalização teve caráter preliminar.
“Na operação identificamos elementos suficientes para caracterizar a suspeita de adulteração. Agora, o veículo passará por uma perícia completa, em ambiente controlado, com técnicas específicas para tentar revelar a identificação original”, afirmou.
Segundo o perito, a conclusão do laudo deve ocorrer em cerca de dez dias. No entanto, devido aos danos causados na estrutura metálica do chassi, a recuperação da numeração original é considerada pouco provável.
Condutor alegou desconhecer a adulteração
O motorista informou aos policiais que desconhecia qualquer irregularidade no veículo. A Polícia Científica esclareceu, porém, que sua função é comprovar tecnicamente a adulteração, enquanto a responsabilização criminal dependerá das investigações conduzidas pela Polícia Civil e da análise do Poder Judiciário.
Mil perícias por ano
De acordo com a Polícia Científica, o Departamento de Identificação Veicular realiza, em média, cerca de mil perícias anuais relacionadas à suspeita de adulteração de veículos.
Entre as fraudes mais comuns estão marcas de lixamento, vestígios de soldagem, remarcação ou supressão da numeração do chassi e caracteres incompatíveis com o padrão adotado pelas fabricantes.
Desde 2025, o departamento participa regularmente de operações integradas de fiscalização. A ampliação da presença de peritos nas abordagens permite que as irregularidades sejam identificadas ainda no local, fortalecendo o combate às fraudes veiculares.
Orientação para quem vai comprar veículo usado
A Polícia Científica recomenda que compradores de veículos usados verifiquem toda a documentação, consultem o histórico do automóvel ou motocicleta, desconfiem de preços muito abaixo do mercado e realizem uma vistoria cautelar antes da compra.
Segundo a instituição, muitas adulterações só podem ser detectadas por meio de exames especializados. A medida pode evitar prejuízos financeiros, a perda do veículo e até o envolvimento do comprador em investigações relacionadas a veículos adulterados.
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