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Assistir a um jogo da NBA nos Estados Unidos: o que planejar antes de comprar a passagem

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

20 de outubro é quando começa a temporada NBA de 26/27. Se for um fã acérrimo já sabe que a noite de abertura contará com 3 jogos: o Boston Celtics visita o Detroit Pistons, o San Antonio Spurs de Wembanyama recebe o Oklahoma City Thunder numa reedição da final do Oeste, e LeBron James estreia pelo Philadelphia 76ers no Madison Square Garden, justamente na noite em que o New York Knicks levanta a faixa de campeão de 2026.

Ver um destes 3 jogos pode já não ser muito fácil porque os preços devem estar bastante altos, mas ver um outro jogo, numa outra altura da temporada da NBA, pode ser uma tarefa possível visto que os EUA estão a menos de 8h do Brasil (dependendo da zona, claro!).

No entanto, ser possível não significa que é super fácil. Requer alguma logística, mas sem alarmes. Além da passagem, os ingressos funcionam por lógica própria, os preços variam de forma agressiva, e a diferença entre planejar com antecedência e improvisar pode ser de algumas centenas de dólares. Mas está no sítio certo!

Primeiro ponto: nem todo jogo custa a mesma coisa

Este é o erro mais comum de quem nunca foi. Existe uma ideia de que ingresso de NBA tem um preço padrão, e não tem. Um jogo de terça-feira entre duas equipes fora da briga dos playoffs custa uma fração do que custa um clássico ou um jogo com estrela visitante.

O calendário desta temporada tem vários desses momentos de pico. A estreia de Giannis Antetokounmpo pelo Miami Heat, em 21 de outubro contra o Minnesota Timberwolves. O reencontro dele com o Milwaukee Bucks, antigo clube, marcado para 28 de janeiro. Os cinco jogos de Natal. Qualquer partida em que o LeBron entre em quadra pelo novo time. Nesses jogos, a demanda é outra e o preço acompanha.

Os preços mudam conforme o adversário e o setor do ginásio: pode conferir por aqui as datas da temporada. Vale abrir o calendário antes de decidir a data da viagem, e não o contrário.

Escolher a cidade em função do jogo, não do turismo

Muita gente monta o roteiro pela cidade e depois tenta encaixar um jogo. Funciona, mas costuma sair caro. Nova York e Los Angeles são os destinos naturais para brasileiros, e são também dois dos mercados mais caros da liga. O Madison Square Garden, em particular, tem preços que refletem tanto o basquete quanto o fato de ser o Madison Square Garden.

Cidades como Indianápolis, Oklahoma City, Memphis, San Antonio ou Charlotte têm ingressos consideravelmente mais acessíveis para jogos equivalentes. Se o objetivo é ver basquete de alto nível ao vivo sem gastar o orçamento inteiro em uma noite, essas praças fazem mais sentido.

Aliás, uma nota interessante para esta temporada: a final da Copa NBA, em 11 de dezembro, sai de Las Vegas pela primeira vez e vai para o Hinkle Fieldhouse, em Indianápolis. Um ginásio histórico, com atmosfera completamente diferente das arenas modernas.

Setor do ginásio muda mais do que você pensa

Nas arenas da NBA, a diferença entre a arquibancada superior e as primeiras fileiras não é apenas de preço. É de experiência.

O anel superior, chamado de upper level, é onde estão os ingressos mais baratos. A visão do jogo é boa, porque a quadra é pequena e nenhuma cadeira fica tão longe assim. Já as cadeiras rentes à quadra custam valores que, para a maioria dos brasileiros, não fazem sentido em uma viagem de férias.

O meio-termo costuma ser o anel intermediário, especialmente nos setores atrás das cestas. Preço razoável, visão excelente, e proximidade suficiente para sentir o barulho da arena, que é metade da experiência.

A pré-temporada e os jogos internacionais

Nem todo jogo da NBA acontece nos Estados Unidos, e nem todo jogo é temporada regular.

A pré-temporada de 2026 começa em 3 de outubro e inclui partidas fora do território americano. Houston Rockets e Dallas Mavericks se enfrentam em Macau nos dias 9 e 11 de outubro. Durante a temporada regular, a liga volta a levar jogos para Cidade do México, Paris e Manchester.

Para quem já tem viagem marcada para a Europa ou para o México, esses jogos podem ser uma alternativa muito mais barata do que atravessar o continente americano.

Se não der para ir, dá para assistir

Nem todo mundo vai conseguir montar a viagem, e tudo bem. No Brasil, a temporada 2026/27 passa na ESPN, no Disney+ (à semelhança do ano passado) e no Prime Video, com as Finais na ESPN neste ciclo. São mais de 200 jogos por temporada só na ESPN, o que cobre boa parte do que interessa.

A temporada regular vai até 11 de abril de 2027, seguida do play-in e dos playoffs. O All-Star Weekend acontece em fevereiro, em Phoenix.

São quase seis meses de calendário. Tempo mais do que suficiente para decidir se a viagem cabe no orçamento deste ano, ou se fica para a próxima temporada com mais planejamento e menos pressa.

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