Cachoeiro Stone Fair reúne mais de 200 marcas e espera 15 mil visitantes

A indústria brasileira de rochas naturais chega à Cachoeiro Stone Fair 2026, realizada de 25 a 27 de agosto, em Cachoeiro de Itapemirim (ES), diante de um cenário que combina desafios no comércio exterior, abertura de novos mercados, avanço tecnológico e transformação no perfil de consumo.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiEstreando um novo formato, com três dias de programação, a feira reforça sua posição como plataforma de negócios e relacionamento para uma cadeia que envolve desde a extração e o beneficiamento até a distribuição, especificação e aplicação das rochas em projetos de arquitetura e construção.
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A expectativa é reunir 15 mil visitantes, de todos os estados brasileiros e de cerca de 30 países, além de mais de 200 marcas expositoras, em uma área de aproximadamente 30 mil metros quadrados.
A proposta desta edição é concentrar oportunidades, encontros e negociações em uma agenda mais dinâmica, priorizando um público profissional e qualificado, formado por marmoristas, distribuidores, compradores, profissionais da construção civil, arquitetos, designers e outros agentes diretamente ligados à cadeia.
Mais do que apresentar produtos, a Cachoeiro Stone Fair busca refletir os movimentos que estão transformando a indústria de rochas naturais, colocando no mesmo ambiente negócios, comércio exterior, tecnologia, conhecimento, arquitetura e novas aplicações.
Comércio exterior: setor busca novos mercados diante de um novo cenário global
A realização da feira acontece em um momento de mudanças importantes no comércio exterior brasileiro. O setor de rochas naturais encerrou o primeiro semestre de 2026 com US$ 711,1 milhões em exportações, resultado 4,2% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
Apesar do acumulado negativo, os números mais recentes apontam para uma recuperação: somente em junho, as exportações alcançaram US$ 165,2 milhões, o maior faturamento mensal da história do setor e uma alta de 34,1% em relação a junho de 2025.
Ao mesmo tempo, a composição das exportações brasileiras passa por uma transformação. Os quartzitos já representam 60,3% do faturamento do setor, com US$ 428,5 milhões exportados no primeiro semestre, crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025 e novo recorde para o segmento. Na contramão, materiais tradicionais registraram retração, como granito (-18,4%), mármore (-26,7%) e ardósia (-7%).
Esse movimento torna a diversificação de mercados uma das questões centrais para a indústria. Em meio aos desafios relacionados às tarifas e às mudanças nas relações comerciais internacionais, entidades do setor, em articulação com a ApexBrasil, Centrorochas e Itamaraty, vêm ampliando iniciativas de promoção comercial, participação em feiras e aproximação direta com compradores de mercados considerados estratégicos.
Rodada de Negócios aproxima indústria brasileira de novos compradores
Na Cachoeiro Stone Fair, essa estratégia estará presente por meio da Rodada de Negócios, uma das ações do projeto setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone, desenvolvido pela Centrorochas em parceria com a ApexBrasil.
Nesta edição, compradores dos Emirados Árabes Unidos, México e Polônia participarão das atividades, ampliando as oportunidades de prospecção em mercados alternativos e reduzindo a dependência de destinos tradicionais.
A iniciativa faz parte de um movimento mais amplo que utiliza as principais feiras do setor como plataformas de internacionalização. Por meio dos chamados Projetos Comprador, empresas brasileiras são conectadas diretamente a potenciais clientes internacionais, transformando os eventos em ambientes de geração efetiva de negócios.
A estratégia deverá ganhar ainda mais escala na Marmomac Brazil 2027, prevista para março do próximo ano, quando a Centrorochas planeja ampliar o número de compradores internacionais convidados, incluindo representantes de mercados como México, Canadá, Reino Unido, Espanha, Austrália, Índia, Emirados Árabes e Polônia.
O movimento acompanha também a ampliação da agenda brasileira de acordos comerciais, com avanços nas negociações e acordos com diferentes mercados, criando novas possibilidades para a indústria brasileira de rochas naturais.
Rua de Blocos: onde a matéria-prima vira negócio
Um dos símbolos da Cachoeiro Stone Fair, a tradicional Rua de Blocos chega à edição de 2026 com números recordes. O espaço terá aproximadamente 80 blocos expostos e uma área 20% maior do que no ano anterior, resultado da crescente demanda das empresas expositoras.
Mais do que uma área de exposição, a Rua de Blocos funciona como uma importante vitrine comercial da indústria. É ali que compradores podem conhecer a rocha em seu estado bruto, analisar dimensões, tonalidades, desenhos naturais, veios, textura e características geológicas antes de tomar decisões de compra.
Essa experiência é especialmente relevante em um mercado no qual a matéria-prima possui características únicas. Diferentemente de outros produtos, uma rocha natural pode apresentar variações que não são completamente reproduzidas em fotografias, catálogos ou plataformas digitais.
O espaço também movimenta negócios entre as próprias empresas da cadeia. Além de compradores finais, distribuidores e importadores, indústrias adquirem blocos para beneficiamento e transformação em chapas e produtos acabados, fazendo da Rua de Blocos um ponto de encontro entre diferentes etapas da cadeia produtiva.
Empresas tradicionais do setor ampliam sua participação no espaço. A MGA, que completa 30 anos em 2026, levará 18 blocos para a Rua de Blocos. Já a Marbrasa apresentará seis blocos, incluindo dois quartzitos inéditos, conectando a experiência da matéria-prima bruta às aplicações apresentadas em seu espaço expositivo.
A dimensão da Rua de Blocos também transforma o espaço em uma das experiências mais visuais da feira. Os blocos reunidos permitem ao visitante observar diretamente materiais que normalmente chegam ao consumidor depois de transformados em pisos, revestimentos, bancadas e elementos arquitetônicos.
A proposta é revelar a rocha antes da transformação e mostrar a diversidade de cores, desenhos e texturas formados pela natureza ao longo de milhões de anos.
O espaço traduz, em escala monumental, uma das características que ajudam a explicar a posição brasileira no mercado mundial: a diversidade geológica e a capacidade de transformar essa matéria-prima em produtos de alto valor agregado para arquitetura e design.
Tecnologia ganha espaço com o Stone Tec
Se a Rua de Blocos mostra a força da matéria-prima, o Stone Tec representa o outro extremo da cadeia: a tecnologia responsável por transformar a rocha em produto.
Novo hub técnico da Cachoeiro Stone Fair, o espaço reunirá conteúdo, demonstrações, equipamentos, tecnologia, processos, acabamento e maquinário, aproximando os profissionais das soluções que vêm impactando as etapas de extração, beneficiamento e comercialização.
A programação técnica da feira também foi organizada para acompanhar os principais movimentos da indústria. O dia 26 de agosto será dedicado especialmente à tecnologia e aos insumos que impulsionam a evolução do setor, com demonstrações práticas e apresentação de soluções voltadas à eficiência operacional.
A proposta é mostrar como a incorporação de novas tecnologias pode contribuir para produtividade, qualidade, competitividade e redução de perdas em uma indústria que vem passando por transformações em diferentes etapas da cadeia.
Da pedreira à arquitetura: novas aplicações para as rochas naturais
A conexão entre indústria e especificadores também ganha destaque na edição de 2026. A Praça do Marmorista, que foi um dos destaques do ano anterior, retorna mostrando a versatilidade das rochas naturais aplicadas a projetos.
Participam do espaço as empresas Grannistone, Cajugram, Terlos, Granneto e MGA, apresentando diferentes possibilidades de utilização da matéria-prima.
A programação também contará com a Semana da Arquitetura, promovida em parceria com a Faculdade América, ampliando o diálogo entre indústria e profissionais responsáveis pela escolha e especificação dos materiais em projetos.
O movimento reforça uma transformação importante do mercado: a rocha natural deixa de ser apresentada apenas como matéria-prima e passa a ser trabalhada como elemento de diferenciação, estética e valor agregado em projetos de arquitetura e design.
Arena de Conteúdo estruturada em três grandes eixos
No primeiro dia, conexões estarão no centro da programação, com a abertura oficial reunindo empresários, compradores, fornecedores, lideranças e representantes institucionais.
No segundo, o foco estará em tecnologia e insumos, com atividades voltadas a equipamentos, processos, inovação e eficiência.
No terceiro dia, a discussão se volta para a qualificação e aplicação das rochas naturais, aproximando a indústria de arquitetos, designers e profissionais da construção civil.
A programação também inclui a entrega do Prêmio Conexões que Movem, que reconhecerá pessoas, empresas e projetos que contribuem para o fortalecimento do setor.
Espírito Santo concentra força da indústria brasileira
A relevância da Cachoeiro Stone Fair está diretamente ligada à importância do Espírito Santo para a indústria nacional de rochas naturais. O Estado concentra aproximadamente 80% das exportações brasileiras do setor, enquanto a atividade representa cerca de 10% do PIB capixaba.
Em Cachoeiro de Itapemirim, a cadeia produtiva reúne mais de 1.200 empresas, consolidando o município como um dos principais polos da indústria brasileira.
A força regional também ajuda a explicar a importância da feira. Cachoeiro é reconhecida pelo setor como um dos principais berços do beneficiamento de rochas naturais no Brasil e concentra uma cadeia que reúne empresas de extração, beneficiamento, comércio e serviços especializados.
Feira movimenta economia de Cachoeiro e região
O impacto da Cachoeiro Stone Fair ultrapassa os limites do pavilhão de exposições. A presença de milhares de visitantes, empresários, compradores e profissionais movimenta também a economia do município e das cidades vizinhas.
Hotelaria, restaurantes, transporte, comércio e serviços são diretamente beneficiados pelo fluxo gerado durante o evento. A movimentação começa antes da abertura da feira e se estende após o encerramento, acompanhando a chegada de expositores, fornecedores e visitantes.
Embora a indústria de rochas seja o principal foco da feira, sua realização transforma o evento em um importante vetor de movimentação econômica para a região, reforçando a conexão entre a atividade industrial e a economia local.
- Promoção: Sindirochas | Cetemag | Centrorochas
- Patrocínio Ouro: Sicoob Credirochas
- Patrocínio Prata: Banestes | Findes Sesi Senai
- Patrocínio Bronze: Bandes Investimento
- Apoio Institucional: Confea Crea-ES Mútua | Sebrae ES | Prefeitura de Cachoeiro de Itapemirim
- Realização: Milanez & Milaneze
- Mais informações: Comunica Hub
- Marcia Leite (11) 9-4334 3017 – [email protected]
- Camila Russi (11) 98498-4639 – [email protected]
- Marcelle Carvalho (11) 9-9910-1595 – [email protected]ção:
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