ES exporta 775 mil sacas de café em julho e registra alta de 79%
Espírito Santo embarcou 775 mil sacas de café em julho, com avanço de 90% no conilon e receita superior a US$ 169 milhões.

As exportações totais de café pelo Espírito Santo alcançaram 775 mil sacas em julho de 2026, volume 79% superior ao registrado em julho de 2025. No período, as exportações de conilon cresceram 90%, alcançando 692 mil sacas, enquanto as de arábica aumentaram 70%, para 51,5 mil sacas. As exportações de café solúvel somaram 31,5 mil sacas, com queda de 17%.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiA receita das exportações totalizou mais de US$ 169 milhões em julho, aumento de 40% em relação ao mesmo mês de 2025. A receita do conilon cresceu 48%, para US$ 144 milhões, enquanto a do arábica aumentou 49%, para US$ 17,6 milhões. O café solúvel registrou receita de aproximadamente US$ 7 milhões, queda de 34%.
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Na comparação com junho de 2026, as exportações totais cresceram 25%. O conilon avançou 33%, enquanto o arábica recuou 14% e o solúvel, 19%. A receita total aumentou 21% no período, superando US$ 169 milhões.
No acumulado de janeiro a julho de 2026, o Espírito Santo exportou 3,4 milhões de sacas de café, alta de 66% em relação ao mesmo período de 2025. Desse total, 2,8 milhões de sacas foram de conilon, aumento de 87%; 412 mil de arábica, alta de 37%; e 237 mil de solúvel, queda de 14%.
A receita acumulada no período superou US$ 823 milhões, aumento de 29%. O conilon respondeu por US$ 618 milhões, alta de 41%; o arábica, por US$ 149 milhões, aumento de 27%; e o café solúvel registrou queda de 31%.
Para o presidente do Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV), Fabrício Tristão, os números refletem a capacidade dos exportadores capixabas de ampliar o escoamento da produção e atender diferentes mercados.
“O crescimento das exportações demonstra a capacidade do exportador capixaba de escoar uma produção cada vez maior e atender aos mercados internacionais. Agora, temos também uma oportunidade de avançar pela qualidade. O projeto de secagem a gás natural é um exemplo de inovação que pode contribuir para preservar e agregar qualidade ao nosso conilon e, dessa forma, ajudar a abrir novos mercados para o café capixaba.”
Principais destinos em julho
Em julho de 2026, a Bélgica foi o principal destino do café exportado pelo Espírito Santo, com mais de 199 mil sacas, todas de conilon. Na sequência aparecem México, com mais de 84 mil sacas, a maioria de conilon; Estados Unidos, com mais de 69 mil sacas, sendo quase 55 mil de conilon e o restante de solúvel; e Espanha, com quase 56 mil sacas, todas de conilon.
Também figuraram entre os principais destinos Colômbia, com mais de 48 mil sacas, todas de conilon; Alemanha, com mais de 40,8 mil sacas, praticamente todas de conilon; Índia, com mais de 37,7 mil sacas, todas de conilon; Vietnã, com mais de 31,7 mil sacas, todas de conilon; Indonésia, com mais de 31 mil sacas, sendo mais de 16,5 mil de solúvel e o restante de arábica; e Itália, com mais de 27,8 mil sacas, todas de conilon.
Os dez principais destinos responderam por 80,9% das exportações de julho, enquanto os demais 30 países representaram os 19,1% restantes.
Principais destinos no acumulado de 2026
Entre janeiro e julho de 2026, a Bélgica liderou os destinos das exportações capixabas, com mais de 496 mil sacas, praticamente todas de conilon. O México aparece em seguida, com mais de 364 mil sacas, também praticamente todas de conilon, seguido pela Colômbia, com mais de 336 mil sacas, todas de conilon.
Os Estados Unidos receberam mais de 251,8 mil sacas, sendo mais de 162 mil de conilon, mais de 83 mil de solúvel e o restante de arábica. A Espanha registrou quase 238 mil sacas, praticamente todas de conilon; a Alemanha, mais de 216 mil; e a Itália, mais de 208 mil, também com predominância de conilon.
Na sequência estão Argentina, com mais de 193 mil sacas, sendo mais de 103 mil de conilon, mais de 81 mil de arábica e o restante de solúvel; Turquia, com mais de 178 mil sacas, praticamente todas de arábica; e Reino Unido, com mais de 172,6 mil sacas, praticamente todas de conilon.
Os dez principais países de destino responderam por 77,13% das exportações acumuladas em 2026, enquanto os demais 54 países representaram 22,87%.
Vitória Coffee Summit reúne líderes globais e apresenta inovação para ampliar oportunidades do conilon
O Vitória Coffee Summit 2026, que começa no próximo dia 20 de agosto, reunirá em Vitória lideranças nacionais e internacionais do setor cafeeiro para discutir os principais movimentos que impactam o mercado global, incluindo geopolítica, comércio internacional, sustentabilidade, tecnologia, inovação e segurança alimentar.
Entre os nomes confirmados estão Bill Murray, da National Coffee Association (NCA), dos Estados Unidos; Nguyen Nam Hai, Chairman da Vietnam Coffee and Cocoa Association (VICOFA); Manish Dhawan, CEO Global de Café da Olam Food Ingredients (ofi); Tina Cação, Diretora de Vendas da JDE Peet’s; Silvio Passos, Presidente e Fundador da AgroVen, empresa dedicada a tecnologia, inovação e inteligência artificial aplicada ao agronegócio; e Francisco Gomez, da Associação dos Exportadores de Café da Colômbia (ASOEXPORT) e Presidente da Colcafé.
Entre as iniciativas que serão apresentadas durante o evento está o projeto de secagem de café utilizando gás natural, desenvolvido pelo Centro do Comércio de Café de Vitória (CCCV) em parceria com a ES Gás, JDE Peet’s e Fazenda Chapadão, com acompanhamento científico do hub de inovação Base27 e do Instituto Federal do Espírito Santo (IFES).
O projeto avalia o uso do gás natural na secagem do café, com foco na qualidade do produto, eficiência do processo e sustentabilidade. A iniciativa busca verificar como uma tecnologia de secagem mais controlada pode contribuir para preservar e aprimorar as características do café e, a partir da qualidade, criar novas possibilidades de posicionamento e comercialização para o conilon capixaba no mercado internacional.
O Summit reunirá ainda representantes de importantes empresas, instituições e países da cadeia global do café, ampliando o debate sobre produção, consumo, comércio internacional, tecnologia e os novos desafios e oportunidades para o café brasileiro no mercado mundial.
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