Magno Malta vai renunciar? MP aponta indício de agressão contra técnica de enfermagem
A defesa de Magno Malta, no entanto, informou que não pretende aceitar a proposta. Em nota, os advogados reafirmaram a versão apresentada pelo senador de que ele não agrediu nenhuma profissional de enfermagem. Segundo a defesa, não existe comprovação de agressão física nem laudo pericial que demonstre lesão compatível com a acusação.

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) concluiu que houve agressão física contra uma técnica de enfermagem durante um episódio envolvendo o senador Magno Malta (PL-ES), no Hospital DF Star. O caso ocorreu em 30 de abril.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiApesar da conclusão do Ministério Público, a Polícia Civil do Distrito Federal não indiciou o senador pela suposta agressão. Em documento encaminhado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal, o MPDFT apontou a existência de elementos que, segundo o órgão, indicam que o crime ocorreu e apontam para a autoria. Diante disso, foi proposta uma solução consensual para evitar, neste momento, a abertura de uma ação penal.
A proposta apresentada ao senador prevê o cumprimento de 45 horas de serviços à comunidade, que deverão ser realizadas em até três meses após eventual homologação judicial do acordo. Outra alternativa seria o pagamento de R$ 6 mil, dividido em até três parcelas, a uma instituição que ainda será definida.
A defesa de Magno Malta, no entanto, informou que não pretende aceitar a proposta. Em nota, os advogados reafirmaram a versão apresentada pelo senador de que ele não agrediu nenhuma profissional de enfermagem. Segundo a defesa, não existe comprovação de agressão física nem laudo pericial que demonstre lesão compatível com a acusação.
Na ocasião do episódio, a técnica de enfermagem relatou que teria se aproximado do senador durante um exame quando, segundo ela, recebeu um tapa no rosto. A profissional afirmou ainda que o golpe teria entortado seus óculos e que teria sido chamada de “incompetente” e “imunda”.
Com a recusa da proposta, o caso poderá avançar para uma ação penal, caso não haja outra solução entre as partes e a Justiça. A defesa ressalta, porém, que a eventual abertura de um processo não significa condenação, reconhecimento de culpa ou comprovação definitiva dos fatos. O senador deverá continuar exercendo seu direito de defesa ao longo do procedimento.
Categoria da enfermagem pedem renúncia do senador
Após a divulgação da decisão do MP, representantes da enfermagem relembraram uma fala do parlamentar sobre o caso e cobram que ele cumpra a palavra. Na época, Magno Malta afirmou que renunciaria o mandato caso fosse comprovado que ele agrediu a profissional.
“Preciso das orações de vocês. Agora encontre a imagem de eu batendo no rosto da enfermeira, que eu vou renunciar meu mandato, de vergonha, e vou enfiar a minha cara no chão, sabe? Com vergonha das minhas filhas e das minhas netas, porque eu não sou homem disso e jamais fiz isso de que estou sendo acusado”, disse o parlamentar.
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