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“Meu maior herói”: bombeiro conta como o pai PM inspirou sua trajetória

Soldado Bruno deixou a advocacia para ingressar no Corpo de Bombeiros e encontrou na conduta do pai, o policial aposentado Joacir Nunes Barroso, inspiração para servir.

Foto: Arquivo pessoal

Antes de vestir a farda do Corpo de Bombeiros, Bruno Basílio Barroso construiu uma carreira distante dos quartéis. Formado em Direito, ele trabalhou como advogado por cerca de cinco anos. Ainda assim, sentia que faltava algo.

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Morador de Bom Jesus do Norte e atualmente lotado em Guaçuí, no Sul do Espírito Santo, o soldado Bruno encontrou na carreira militar o movimento, a dedicação e o propósito que buscava.

A decisão também carregava uma referência presente desde a infância: o exemplo do pai, Joacir Nunes Barroso, policial militar aposentado.

Neste Dia dos Pais, Bruno relembra a trajetória do homem que sempre considerou seu maior herói. Mais do que a profissão, foi a conduta do pai dentro e fora de casa que ajudou a direcionar sua vida.

Foto: Arquivo pessoal

Da advocacia ao Corpo de Bombeiros

Bruno conta que gostava da advocacia, mas não se identificava completamente com a rotina da profissão. Apaixonado por esportes e por uma vida ativa, ele enxergou no Corpo de Bombeiros uma carreira mais próxima de sua personalidade.

“Antes de ser militar, atuei como advogado por volta de quatro a cinco anos, mas considerava uma profissão muito estagnada. Não me encaixava no ambiente”, relata.

A possibilidade de enfrentar novos desafios e ajudar pessoas despertou seu interesse pelo concurso público.

“Sempre gostei de praticar esportes, tive e continuo tendo uma vida muito ativa. Enxerguei na carreira de bombeiro militar emoções e um estilo de vida mais compatível com o que sempre gostei”, afirma.

Conselho sem pressão

Apesar de ter crescido acompanhando a rotina de um policial militar, Bruno diz que o pai nunca tentou obrigá-lo a seguir o mesmo caminho.

Joacir Nunes Barroso apresentou ao filho tanto as realizações quanto as dificuldades enfrentadas por quem trabalha diariamente na segurança pública.

“Meu pai nunca me obrigou a seguir o caminho do militarismo. Ele sempre foi muito justo comigo, contando o bônus e o ônus de trabalhar em uma profissão tão perigosa”, lembra.

Segundo Bruno, o pai também alertava sobre a incompreensão que policiais e bombeiros podem enfrentar durante o exercício da profissão.

Ainda assim, o exemplo de honestidade, disciplina e responsabilidade falou mais alto.

“Acredito que os meus instintos e a influência da boa conduta do meu pai me fizeram seguir com o concurso dos bombeiros. Graças a Deus, eu me apaixonei pela profissão literalmente na semana zero do curso de formação”, conta.

Pai e filho não puderam trabalhar juntos

Bruno e Joacir nunca tiveram a oportunidade de atuar juntos em uma ocorrência. O policial militar se aposentou há cerca de nove anos e, posteriormente, sofreu um acidente vascular cerebral, o que limitou suas atividades.

Mesmo sem dividir uma operação ou um turno de serviço, Bruno carrega o legado do pai em cada missão.

A confirmação dessa história aparece, muitas vezes, nos encontros profissionais com policiais que trabalharam ao lado de Joacir Nunes Barroso.

“Quando me apresento como ‘filho do Joacir’, sempre recebo a mesma resposta. As pessoas fazem diversos elogios e destacam o quanto meu pai era honesto, excelente profissional, humilde, dedicado e engraçado”, relata.

Para Bruno, ouvir esses depoimentos representa uma das maiores recompensas que um filho pode receber.

“Eu nunca ouvi uma pessoa sequer falar mal do meu pai pelo que ele fez na profissão ou fora dela. Muito pelo contrário”, destaca.

Família sempre em primeiro lugar

A admiração também nasceu dentro de casa. Bruno afirma que Joacir sempre colocou a família como prioridade, mesmo diante das exigências da carreira policial.

“Meu pai sempre foi meu maior herói por absolutamente tudo o que fez durante toda a minha vida”, declara.

Hoje, Bruno também é pai. Ao olhar para o futuro, ele deseja construir uma história semelhante àquela que recebeu como herança.

Mais do que reconhecimento profissional, o bombeiro espera que o filho encontre nos outros a confirmação de que ele honrou o exemplo de Joacir Nunes Barroso.

“Eu apenas espero que, um dia, meu filho possa ouvir da boca de terceiros o quanto o pai dele foi parecido com o avô”, conclui.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.