Callegari critica Sistema Único de Segurança e defende autonomia dos estados
Durante a conversa, o candidato apresentou sua visão sobre a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios

A segurança pública foi um dos principais temas abordados pelo deputado estadual e candidato ao Senado Federal Welington Callegari (DC) durante entrevista ao Especial Eleições 2026, do aquinoticias.com, realizada nesta terça-feira (15). Durante a conversa, o candidato apresentou sua visão sobre a divisão de responsabilidades entre União, estados e municípios, além de defender maior autonomia para os governos estaduais na formulação de políticas de combate à criminalidade.
Ao comentar a proposta de criação de um Sistema Único de Segurança Pública, Callegari afirmou ser contrário à centralização das políticas de segurança e defendeu que cada estado tenha liberdade para estabelecer suas próprias estratégias de enfrentamento ao crime. Segundo ele, as diferenças entre as regiões brasileiras exigem soluções específicas para cada realidade.
“Em primeiro lugar, já vou me posicionar: sou contra a ideia de um Sistema Único de Segurança. Não acredito que isso funcione. A realidade do Acre é diferente da realidade do Rio Grande do Norte, que é diferente da realidade do Espírito Santo. Precisamos seguir o caminho oposto: dar a cada Estado capacidade de fazer sua própria política de segurança pública”, defende o candidato.
Ao explicar como essa autonomia poderia ser financiada, Callegari relacionou a proposta a uma mudança na distribuição dos recursos entre os entes federativos. Para ele, os estados deveriam receber uma parcela maior da arrecadação tributária, enquanto a União concentraria sua atuação principalmente na proteção das fronteiras e no combate a crimes de caráter internacional.
“De onde virão os recursos? Novamente, da reforma do pacto federativo. Os Estados precisam ter uma parcela maior do bolo tributário. A União não tem capacidade operacional para cuidar da segurança pública ostensiva. A função da União deve ser cuidar das fronteiras e dos crimes internacionais. Quem precisa fazer o policiamento ostensivo são Estados e municípios”, explica Callegari.
Outro ponto defendido pelo candidato foi a ampliação da atuação das guardas municipais no policiamento. Callegari afirmou apoiar a existência de polícias municipais, mas condicionou essa atuação à adoção de critérios de formação, capacitação e responsabilização dos agentes.
“Defendo, inclusive, as polícias municipais. Quem é guarda municipal tem minha solidariedade. Defendo policiamento municipal, mas é necessário treinamento, capacitação e regras claras de responsabilização. Não pode ser feito de maneira irresponsável, com guardas municipais sem treinamento e capacitação”, afirma.
Na sequência, Callegari também abordou a necessidade de estabelecer mecanismos de controle externo para as forças de segurança municipais. Ele comparou a estrutura existente para as polícias estaduais e defendeu que o modelo de fiscalização das guardas municipais seja definido de maneira clara, seja por meio do Ministério Público Estadual ou pela criação de uma estrutura específica.
“Também precisamos discutir quem exercerá o controle externo dessas forças. No caso das polícias estaduais, temos o Ministério Público. Como os municípios não possuem uma estrutura equivalente, talvez isso tenha que ser colocado dentro do Ministério Público Estadual ou seja criada uma estrutura independente”, destaca Callegari.
A entrevista faz parte do Especial Eleições 2026, série do aquinoticias.com que reúne candidatos para apresentar propostas e posicionamentos sobre temas de interesse dos capixabas. O episódio completo com Welington Callegari já está disponível no YouTube do aquinoticias.com.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiVocê no aquinoticias.com
Presenciou algo importante na sua cidade? Tem uma denúncia, reclamação ou um vídeo exclusivo? Sua sugestão pode virar notícia. Envie agora para o nosso WhatsApp: (28) 99991-7726