Livro com histórias de mulheres transformadoras do ES será lançado na Bienal de São Paulo
A antologia reúne histórias de vida de 62 mulheres que marcaram época e deixaram exemplos de coragem e sabedoria para a humanidade.

Após o sucesso do lançamento do livro “Mulheres Transformadoras” em Vitória (ES), a coordenadoria estadual da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil (AJEB-ES) apresentará a coletânea em uma programação especial na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no dia 08 de setembro, com a presença de autoras capixabas que integram a obra.
A antologia reúne histórias de vida de 62 mulheres que marcaram época e deixaram exemplos de coragem e sabedoria para a humanidade, com a participação de 64 autoras de diferentes regiões do país, 46 delas associadas à AJEB no Espírito Santo. Elas assinam crônicas, contos, artigos, críticas e ensaios acompanhados de biografias das personalidades escolhidas, desde que falecidas, com datas, dados pessoais e histórias impactantes de suas contribuições para a sociedade.
A Bienal será realizada de 4 a 13 de setembro, com o tema “Um Festival de Emoções”, e terá a Espanha como país convidado de honra. O lançamento do livro “Mulheres Transformadoras” irá acontecer no Balcão 1 do Espaço Leia Mais, das 17h às 19h, no Distrito do Anhembi.
A AJEB-ES será representada pelas autoras Aurê Aguiar, Dalila Lubiana, Denise Moraes, Gabriela Ménier, Gracinha Neves e Marcela Neves. Entre as coautoras de outros estados que confirmaram presença estão a presidente da AJEB Nacional, Irislene Morato (MG); Ana Maria Tourinho (RJ), Izabel Cristina Silva (RO), Izabel Gadelha (PA), Vanessa Noronha (SE), Nancy Alcântara (SP) e Renata Dal-Bó (SC).
Homenageadas
O perfil diverso das mulheres homenageadas no livro – com atuação destacada na literatura, música, artes, educação, história, ciência, política, religião e comportamento humano – reflete a pluralidade de visões que marca a formação da AJEB. Aurê Aguiar destaca a trajetória de bell hooks (1952-2021), pensadora e escritora norte-americana que se notabilizou por escrever sobre raça, classe social, feminismo e amor.
Dalila Lubiana escreve sobre a Princesa Leopoldina (1847-1871), segunda filha de Dom Pedro II e da imperatriz consorte Teresa Cristina das Duas Sicílias. Denise Moraes revisita a história de vida da pintora Tarsila do Amaral (1886-1973), ícone do movimento da arte moderna no Brasil. Gabriela Ménier escolheu a escritora e ensaísta britânica Virginia Woolf (1882-1941), consagrada por seus romances feministas. < /span>
Gracinha Neves disseca a contribuição da compositora e maestrina Ester Scliar (1926-1978) para a pedagogia musical e a fusão inovadora entre o folclore nacional e as vanguardas estéticas do século XX. Por sua vez, Marcela Neves homenageia Eufrásia Teixeira Leite (1850-1930), a primeira investidora financeira do Brasil.
Nas 280 páginas do livro, os leitores também podem desfrutar das trajetórias de mulheres inspiradoras para a história do Espírito Santo, como Maria Ortiz, Carmélia Maria de Souza, Haydée Nicolussi, Maria Stella de Novaes e Judith Leão Castelo Ribeiro. Assinada pela artista visual capixaba Gledis Lubiana, a capa retrata mulheres com realismo mágico, numa interpretação imagístico-literária dos textos.
Visibilidade
Para a presidente da coordenadoria estadual da AJEB-ES e organizadora da antologia, Gracinha Neves, o lançamento da obra na Bienal Internacional do Livro de São Paulo irá ampliar a visibilidade para a literatura produzida no Espírito Santo: “A interação entre jornalistas e escritoras com ações conjuntas contribui para o crescimento da cultura capixaba e abre caminhos para incentivar mais escritoras a se lançarem no mercado nacional”, vislumbra.< /span>
A participação da AJEB-ES na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo integra as ações da AJEB Nacional durante o encontro, considerado o maior evento literário da América Latina. Representantes de 15 coordenadorias estaduais estarão reunidas no Distrito Anhembi, entre os dias 5 e 9 de setembro, levando a diversidade de vozes, temas, gêneros e identidades regionais que compõem a produção da entidade. A programação inclui lançamentos de coletâneas e obras individuais, sessões de autógrafos, rodas de conversa, sarau, revista literária e a premiação do primeiro concurso promovido nacionalmente pela entida de.
Na terça-feira (8), os balcões da AJEB Nacional receberão escritoras de diferentes regiões em uma sequência de lançamentos e sessões de autógrafos. Juntamente com o livro “Mulheres Transformadoras”, da AJEB-ES, estarão em destaque títulos da AJEB Sergipe, AJEB Bahia, AJEB Rio Grande do Sul e as coletâneas resultantes dos encontros nacionais da entidade, além da presença de autoras da AJEB São Paulo e da AJEB C eará.
O encerramento institucional ocorrerá das 19h20 às 20h20, com o lançamento da primeira edição da Revista Literária da AJEB Nacional e a premiação do 1° Concurso Literário AJEB Nacional, que tem como tema “Inclusão Social”.
Rede feminina
Para a presidente da AJEB Nacional, Irislene Morato, a presença conjunta das coordenadorias simboliza o fortalecimento de uma rede feminina construída pela literatura, pelo jornalismo e pela preservação da memória.
“Chegaremos à Bienal levando muitos Brasis dentro de nossos livros. Cada coordenadoria traz a voz de sua região, suas paisagens, suas memórias e a experiência de mulheres que encontraram na palavra uma forma de presença e transformação. Reunir ajebianas de tantos estados em São Paulo mostra a força de uma entidade que cresce pela união, acolhe a diversidade e acredita na literatura como instrumento de inclusão e mudança social&r dquo;, afirma.
AJEB-ES NA 28ª BIENAL INTERNACIONAL DO LIVRO DE SÃO PAULO:
Lançamento do livro “Mulheres Transformadoras”, produzido pela Coordenadoria Estadual da Associação de Jornalistas e Escritoras do Brasil – AJEB-ES
- Organizadora: Maria das Graças Neves
- Data: 08 de setembro (terça-feira)
- Horário: 17h às 19h
- Local: Balcão 1 do Espaço Leia Mais, no Distrito do Anhembi
- Presença das coautoras: Aurê Aguiar, Dalila Lubiana, Denise Moraes, Gabriela Ménier, Gracinha Neves e Marcela Neves, da AJEB-ES; e Irislene Morato (MG), Ana Maria Tourinho (RJ), Izabel Cristina Silva (RO), Izabel Gadelha (PA), Vanessa Noronha (SE), Nancy Alcântara (SP) e Ren ata Dal-Bó (SC)
- Editora: Edição das Autoras
- Apoio: Academia Feminina Espírito-santense de Letras (AFESL) e Vida Livresca
CONHEÇA AS AUTORAS E AS HOMENAGEADAS:
- Adriana Pereira Campos – Haydée Nicolussi
- Advanir Rosa – Maria Firmina dos Reis
- Ailse Therezinha Cypreste Romanelli – Dra. Maria Montessori
- Ana Carolina de Pinho Simas de Oliveira – Simone de Beavouir
- Ana Maria Tourinho – Clarice Lispector
- Angelina Altoé Noronha – Barbe-Nicole Ponsardin Clicquot
- Anne Mahin – Júlia Lopes de Almeida
- Antonia Alves Ferreira – Emilie Snethlage
- Arcangela Pivetta dos Santos – Maria Josephine Mathilde Durocher
- Aurê Aguiar – bell hooks
- Beatriz Nader – Bertha Maria Júlia Lutz
- Biláh Bernardes – Cecília Meireles
- Brendda Neves – Safo de Lesbos
- Dalila Lubiana – Imperatriz Leopoldina
- Denise Moraes – Tarsila do Amaral
- Edina de Azevedo Klein – Santa Terezinha
- Elizete Caser – Aracy de Carvalho
- Elizete Monte Ménier – Chiquinha Gonzaga
- Ester Abreu Vieira de Oliveira – Rosario Castellanus
- Gabriela Ménier – Virginia Woolf
- Gilcéa Rosa de Souza – Madre Teresa de Calcutá
- Graça Neves – Esther Scliar
- Helia Dórea – Carmélia Maria de Souza
- Irislene Castelo Branco Morato – Marie Sklodowska
- Izabel Gadelha – Rosa Parks
- Izabel Cristina da Silva – Frida Kahlo
- Jô Drumond – Hipólita Jacinta Teixeira de Melo
- Kelly Castellano – Madame Chanel
- Larissa O’Hara – Rachel de Queiroz
- Laurany Márcia Matiello Redins – Clara Louise Maass
- Leni Zilioto – Maria Ortiz
- Luciana Barbieri – Santa Clélia Barbieri
- Luciana Gomes Ferreira de Andrade e Elda Coelho de Azevedo Bussinguer – Judith Leão Castello Ribeiro
- Marcela Neves – Eufrásia Teixeira Leite
- Margarida Drumond de Assis – Anna Nery
- Maria Clotilde de Araújo Rocha – Myrthes Gomes de Campos
- Maria das Graças Ferreira Lobino e Sumika Soares de Freitas Hernandez-Piloto – Rosa Luxemburgo
- Maria das Graças Gozzer – Anne Frank
- Maria do Carmo Calmon – Margareth Thatcher
- Maria Lívia Diana de Araujo Marchon – Irmã Leônia
- Maria Nazareth Dória – Maria Quitéria
- Maria Regina Crema – Sobonfu Somé
- Marilena Vellozo Soneghet Bergmann – Sóror Juana Inés De La Cruz
- Martha Aurélia Gonzalez – Nara Leão
- Nancy Alcântara – Lise Magalhães da Silveira
- Nerina Bortoluzzi Herzog – Irmã Dulce
- Penha Franzotti Donadello – Cora Coralina
- Regina Helena Magalhães – Bárbara Heliodora
- Regina Mello – Louise Bourgeois
- Regina Menezes Loureiro – Anita Catarina Malfatti
- Renata Dal-Bó – Zahidé Lupinacci Musart
- Rita de Cassia dos Santos Menezes – Rita de Cássia
- Roseli Ágda de Jesus Teixeira – Jane Austen
- Silvia Bruno Securato – Indira Gandhi
- Soêmia Pimentel Cypreste – Carolina Maria de Jesus
- Sônia Maria da Costa Barreto – Winnie Mandela
- Sonia Maria Rosseto – Marie Josephine Mathilde Durocher
- Sonia Saadi de Barros – Maria Esther Bueno
- Valsema Rodrigues da Costa – Maria Stella de Novaes
- Vanessa Noronha Tölle – Hilária Batista de Carvalho
- Vera Lúcia Coser – Gladys West
- Wanda Maria Bernardi Capistrano Alckimim – Princesa Isabel
SAIBA MAIS SOBRE A AJEB:
A AJEB foi fundada em 8 de abril de 1970, na cidade de Curitiba (PR), por iniciativa da jornalista e escritora Hellê Vellozo Fernandes, após representar o Brasil na Reunión Mundial de Periodistas y Escritoras, realizada no México. Este evento deu origem à AMMPE (Asociación Mundial de Mujeres Periodistas y Escritoras), e inspirou Hellê a criar, no Brasil, um espaço voltado à valorização da mulher escritora e jornalista: nascia ali a AJEB.
Desde o início, a AJEB se propôs a ser mais do que uma entidade de classe — seu objetivo era unir e fortalecer mulheres por meio da palavra, criando uma rede de apoio, valorização da escrita feminina e promoção da cultura. Com o lema “A perenidade do pensamento pela palavra”, proposto por Maria Eunice Müller Kautzmann, fundadora da AJEB-RS, a associação consolidou-se como um espaço de pertencimento e expressão.
A AJEB foi construída com base em uma estrutura descentralizada, por meio de coordenadorias estaduais. A primeira a ser criada fora do Paraná foi a do Ceará, em 1974. A partir de então, a AJEB cresceu e se estabeleceu em diversas regiões do Brasil, alcançando, ao longo das décadas, mais de 20 estados, com centenas de associadas.
Cada coordenadoria atua de forma autônoma, promovendo ações culturais locais, lançamentos de livros, saraus, eventos e coletâneas. Ao mesmo tempo, elas seguem as diretrizes da AJEB nacional, fortalecendo a presença da associação no cenário literário brasileiro.
Além da produção literária, a AJEB é uma rede de relações humanas. A associação oferece oportunidades para escritoras de todas as idades e origens publicarem seus textos, participarem de eventos e trocarem experiências.
A história da AJEB também acompanha a trajetória do feminismo no Brasil, reforçando a ideia de que escrever é um ato político. Ao dar voz a mulheres em contextos históricos diferentes, a associação ajuda a construir uma narrativa mais justa, plural e sensível da cultura brasileira.
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