Por 11 votos a 0, Câmara cassa mandato do prefeito de Marechal Floriano
Câmara de Marechal Floriano cassou por 11 votos a 0 o mandato do prefeito Lidiney Gobbi nesta sexta-feira (25). Vice deverá assumir a Prefeitura.

Uma votação unânime na Câmara Municipal mudou o comando da Prefeitura de Marechal Floriano nesta sexta-feira (25). Os 11 vereadores votaram pela cassação do mandato do prefeito Lidiney Gobbi (PP), durante sessão que retomou um processo interrompido desde fevereiro.
Com a decisão, Gobbi perde o mandato imediatamente. O vice-prefeito Júnior Lovatti deverá assumir o Executivo municipal, com cerimônia de posse prevista para as 17h desta sexta-feira.
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Lidiney acompanhou a sessão que terminou com sua cassação. Durante o tempo destinado à defesa oral, falou sobre sua trajetória e apresentou ações e obras realizadas desde que iniciou o mandato, em janeiro de 2025.
Julgamento voltou à Câmara após decisão do TJES
A votação ocorreu depois que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) autorizou a retomada do processo político-administrativo. Em 17 de setembro, o Tribunal Pleno decidiu, por unanimidade, derrubar os efeitos da liminar que mantinha o julgamento suspenso.
A decisão judicial não cassou o mandato de Lidiney nem julgou o mérito das acusações. O TJES apenas permitiu que a Câmara retomasse o procedimento, deixando para os vereadores a análise do processo político-administrativo.
O que motivou o processo
O caso teve início após a Câmara instalar uma Comissão Processante para investigar supostas infrações político-administrativas relacionadas à publicação de dispensas de licitação no portal oficial da Prefeitura de Marechal Floriano.
As apurações envolveram publicações realizadas entre julho e outubro de 2025. Conforme o relatório aprovado pela comissão, teriam sido encontradas irregularidades no Portal de Licitações, entre elas o uso de datas retroativas nas publicações.
A acusação sustentou que a prática poderia prejudicar a transparência e dificultar a fiscalização dos atos da administração municipal.
Processo ficou suspenso por meses
A Câmara pretendia concluir o julgamento em fevereiro, mas uma liminar concedida pela presidente do TJES, desembargadora Janete Vargas Simões, suspendeu o procedimento.
Durante os meses seguintes, Lidiney recorreu à Justiça contra o andamento da Comissão Processante. Em julho, uma decisão judicial negou um mandado de segurança apresentado pelo então prefeito.
Em setembro, o Tribunal Pleno concluiu que não havia mais motivo para manter a suspensão e liberou a continuidade do processo na Câmara.
Com o aval judicial, os vereadores retomaram o julgamento nesta sexta-feira. Ao final da sessão, os 11 parlamentares votaram favoravelmente à cassação do mandato de Lidiney Gobbi.
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura Municipal, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
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