VÍDEO | Tubarão é encontrado por banhistas em praia de Itapemirim
Animal foi encontrado na quarta-feira (23) e devolvido ao mar por banhistas; espécie chama atenção pela longa cauda e costuma viver afastada da costa.

Um tubarão-raposa ainda filhote chamou a atenção de banhistas no litoral de Itapemirim, na quarta-feira (23). O animal chegou à faixa próxima da praia e foi encontrado por pessoas que estavam no local.
De acordo com informações repassadas ao portal aquinoticias.com, os banhistas conseguiram devolver o tubarão ao mar, e ninguém ficou ferido.
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O tubarão-raposa se destaca principalmente pela cauda. O lobo superior da nadadeira caudal pode alcançar comprimento próximo ao restante do corpo, característica que torna o animal facilmente reconhecível. O tubarão utiliza a longa cauda para atingir e atordoar pequenos peixes antes de capturá-los.
Segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), duas espécies de tubarão-raposa ocorrem no Brasil: Alopias superciliosus e Alopias vulpinus. Elas normalmente vivem afastadas da costa e nadam pela coluna d’água em busca de cardumes.
O tamanho também impressiona quando esses animais chegam à fase adulta. O Alopias superciliosus pode atingir cerca de 4,7 metros, enquanto o Alopias vulpinus pode chegar a aproximadamente 6 metros. Os filhotes dessas espécies já nascem com cerca de 1,2 a 1,6 metro, dependendo da espécie.
Apesar da aparência e do tamanho alcançado pelos adultos, tubarões-raposa não são considerados uma ameaça habitual aos seres humanos. Registros científicos indicam que esses animais são tímidos e tendem a evitar mergulhadores e banhistas. No caso do tubarão-raposa-de-olhos-grandes, o International Shark Attack File não registra ataques não provocados.
Ataques de tubarão no litoral capixaba
A presença de tubarões no mar do Espírito Santo já provocou preocupação em outras ocasiões, mas ataques confirmados são extremamente raros no Estado. Levantamento publicado em 2022 apontava que não havia registro oficial de ataques de tubarão no litoral capixaba.
Um dos episódios de maior repercussão ocorreu em fevereiro de 2018, em Vitória. Uma mulher sofreu ferimentos no pé enquanto limpava peixes na água, nas proximidades da Terceira Ponte, e precisou levar 35 pontos. Inicialmente, especialistas consideraram a possibilidade de mordida de tubarão.
A investigação, porém, não confirmou essa hipótese. Dias depois, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Vitória informou que havia grande possibilidade de o ferimento ter sido provocado por uma moreia, atraída pelos restos dos peixes que estavam sendo limpos na água.
Em 2015, outro suposto ataque ganhou repercussão após uma fotografia circular nas redes sociais associada a praias de Guarapari e Anchieta. Na ocasião, a Secretaria de Estado da Saúde informou que não possuía registro de ataque de tubarão, e especialistas levantaram outras possíveis causas para o ferimento mostrado na imagem.
Assim, o aparecimento do filhote de tubarão-raposa em Itapemirim não significa, por si só, aumento de risco para quem frequenta o litoral. A espécie costuma permanecer em águas mais afastadas da costa e não figura entre os tubarões associados com frequência a incidentes envolvendo seres humanos.
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