Grávida foi esquartejada em banheiro antes de ter corpo queimado em Cachoeiro
Segundo o delegado Felipe Vivas, suspeito atraiu Juliana Paulo Pinto até uma casa no bairro Zumbi, onde teria cometido o crime. Corpo foi encontrado carbonizado na região de Monte Líbano.

A morte de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, grávida de aproximadamente quatro meses, teve novos detalhes revelados pela investigação.
Segundo o delegado Felipe Vivas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim, a mulher foi morta e esquartejada dentro do banheiro da residência do ex-marido, no bairro Zumbi. Depois, o corpo foi levado para a região de Monte Líbano, onde foi incendiado.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!De acordo com o relato do delegado, o ex-companheiro teria atraído Juliana até a residência dele, na madrugada do dia 13. Ao chegar ao imóvel, a vítima teria sido surpreendida com um golpe conhecido como “mata-leão” e, em seguida, atingida por uma facada no pescoço.
Ainda conforme a autoridade policial, o suspeito arrastou o corpo até o banheiro, onde teria realizado o esquartejamento sob água corrente. Posteriormente, transportou os restos mortais até uma área rural próxima ao bairro Monte Líbano e ateou fogo.Tudo isso com ajuda da atual companheira.
Juliana estava desaparecida desde a madrugada de terça-feira (13). O corpo foi localizado na quarta-feira (14), após diligências da Polícia Civil, que confirmou a identidade da vítima.
Durante as investigações, a DHPP analisou imagens de videomonitoramento que registraram um veículo relacionado ao caso abastecendo em um posto de combustíveis. Em seguida, o automóvel seguiu em direção à região onde o corpo foi encontrado.
As imagens também contradisseram a versão inicialmente apresentada por um dos investigados. Familiares relataram à polícia um histórico de conflitos e ameaças envolvendo Juliana e o ex-companheiro.
Dois suspeitos foram presos
A Polícia Civil prendeu em flagrante Diego Marques Alves, 31 anos, apontado como ex-companheiro de Juliana, e atual mulher dele, Geovana Maria Vieira, de 24 anos, suspeitos de envolvimento no caso.
Os dois foram autuados por ocultação de cadáver. A autoridade policial também solicitou à Justiça a prisão temporária dos investigados pelos crimes de feminicídio e aborto sem consentimento.
A DHPP continua investigando as circunstâncias do assassinato e a participação de cada suspeito.
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