Riquezas do Sul

Higner Mansur: uma vida dedicada à literatura, à história e à memória de Cachoeiro

Reconhecido por sua dedicação à preservação da memória de Cachoeiro de Itapemirim, construiu uma trajetória que reúne literatura, pesquisa histórica, participação cultural e atuação pública.

Foto: Reprodução

Nascido em 27 de fevereiro de 1948, em Muniz Freire, no Sul do Espírito Santo, Higner Mansur é advogado, escritor, cronista e pesquisador da história regional. Reconhecido por sua dedicação à preservação da memória de Cachoeiro de Itapemirim, município onde se estabeleceu em 1966, construiu uma trajetória que reúne literatura, pesquisa histórica, participação cultural e atuação pública.

Filho de Manoel Mansur e Maria Evangelina Mansur, viveu em diferentes municípios capixabas durante a juventude. Mudou-se para Cachoeiro para estudar na Faculdade de Direito de Cachoeiro de Itapemirim (FDCI), integrando a primeira turma de bacharéis da instituição, formada em 1970. Além da advocacia, desenvolveu carreira no Banco do Brasil, onde atuou em diferentes setores da instituição.

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Sua ligação com a literatura se manifesta principalmente na produção de crônicas e textos dedicados à história, aos personagens e aos acontecimentos de Cachoeiro de Itapemirim. Colaborador de jornais e publicações regionais, Higner também é autor do livro Retrato de um Ignorante, lançado em 1997, e desenvolveu pesquisas voltadas à recuperação de histórias e personagens que integram a memória cachoeirense.

Academia Cachoeirense de Letras

Desde 2002, ocupa a cadeira número 21 da Academia Cachoeirense de Letras, cujo patrono é Jerônimo Monteiro. Sua participação na instituição reforça o compromisso com a produção literária e a valorização de escritores, intelectuais e personalidades que contribuíram para a formação cultural do município.

Ao longo de sua trajetória, também participou de instituições e iniciativas ligadas à cultura e à educação. Presidiu o Grêmio Bibliotecário Cachoeirense, associado a uma das mais antigas bibliotecas da cidade, e exerceu o cargo de secretário municipal de Cultura e Turismo entre 2001 e 2002. Sua atuação esteve relacionada ao incentivo à leitura, à preservação histórica e ao reconhecimento das manifestações culturais locais.

Na vida pública, exerceu mandatos como vereador de Cachoeiro de Itapemirim, participando de discussões sobre administração municipal, patrimônio público, cultura, meio ambiente e desenvolvimento urbano. Também se envolveu em iniciativas de valorização do artesanato, da agricultura familiar e das tradições regionais.

Sua contribuição recebeu reconhecimento institucional. Em 2022, a Câmara Municipal aprovou uma homenagem que atribuiu seu nome à Sala Jurídica da Casa Legislativa, em referência à sua trajetória como advogado, escritor e representante público. Higner também colaborou com a formação do acervo da Biblioteca Legislativa Professor Deusdedit Baptista, por meio da doação de centenas de livros.

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