Homem que matou ex-cunhada por causa de separação pega 23 anos de prisão em Cachoeiro
Rogélio Ferreira recebeu pena de 23 anos e 4 meses de prisão pela morte de Sandra Helena Moreira.

A tentativa de reatar um relacionamento terminou em um crime que levou sete anos para chegar ao Tribunal do Júri. Rogélio Ferreira, de 56 anos, foi condenado a 23 anos e 4 meses de prisão por matar a tiros a ex-cunhada, Sandra Helena Moreira, de 47 anos. Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), o homem acreditava que a diarista influenciava a irmã a não retomar o relacionamento com ele.
O crime aconteceu em 12 de maio de 2019, no distrito de Conduru, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (8), no fórum do município, após um adiamento anterior.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!Conforme a acusação, Rogélio estava separado da companheira e desejava reatar o relacionamento. No entanto, ele acreditava que Sandra incentivava a irmã a não voltar para o casamento.
No dia do crime, o homem teria ido de carro até uma festa onde estavam a ex-companheira e Sandra. Na ocasião, a vítima teria impedido que a irmã entrasse no veículo para conversar com Rogélio.
O episódio integra o contexto apresentado pela acusação para explicar a motivação do homicídio. Sandra foi morta a tiros naquele mesmo dia.
Júri reconheceu duas qualificadoras
Durante o julgamento, os jurados reconheceram que Rogélio cometeu homicídio duplamente qualificado. Uma das qualificadoras foi o motivo fútil, relacionado à insatisfação do acusado com a interferência que atribuía à ex-cunhada no relacionamento.
O Tribunal do Júri também reconheceu o uso de recurso que dificultou a defesa da vítima. Com a decisão, a Justiça estabeleceu a pena de 23 anos e 4 meses de prisão.
Julgamento havia sido adiado
Inicialmente, a Justiça havia marcado o julgamento para 28 de julho. Entretanto, a sessão não ocorreu naquela data.
Segundo o MPES, antes do início dos trabalhos, a defesa alegou que não havia recebido acesso às mídias que continham os depoimentos das testemunhas.
Após o adiamento, o Tribunal do Júri realizou a sessão nesta quinta-feira (8) e concluiu o julgamento com a condenação de Rogélio Ferreira.
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