Flávio Bolsonaro participou de festa com garotas de programa e lobistas em lancha, aponta revista
Segundo a publicação, o encontro teria reunido empresários interessados em aproximar uma empresa do governo federal para viabilizar negócios relacionados à venda da vacina indiana Covaxin.

Uma reportagem publicada pela revista piauí afirma que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, participou de uma festa em uma lancha com lobistas e garotas de programa no Lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19. Segundo a publicação, o encontro teria reunido empresários interessados em aproximar uma empresa do governo federal para viabilizar negócios relacionados à venda da vacina indiana Covaxin.
De acordo com a revista, a confraternização foi organizada pelos empresários Danilo Berndt Trento e Francisco Maximiano, ligados à Precisa Medicamentos. A empresa atuou como intermediária nas negociações envolvendo a aquisição do imunizante pelo Ministério da Saúde durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro (PL).
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!Conforme explica a reportagem, o evento teria incluído um churrasco a bordo da embarcação e a presença de três garotas de programa vindas de São Paulo. Flávio Bolsonaro estaria acompanhado de Alexandre Santini, que era seu sócio na época. O texto também afirma que Trento teria presenteado o senador com um relógio de luxo da marca Rolex ao final da confraternização.
Reunião com o BNDES e investigação da Covaxin
A publicação aponta ainda possíveis desdobramentos políticos do encontro. Meses depois da festa, Flávio Bolsonaro teria intermediado uma reunião entre Francisco Maximiano e o então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Segundo a revista piauí, os empresários envolvidos nas negociações da vacina passaram posteriormente a ser investigados no contexto da CPI da Covid, instalada no Senado para apurar possíveis irregularidades na condução da pandemia e na atuação do governo federal.
O contrato para a compra da Covaxin foi suspenso após denúncias de possíveis irregularidades e relatos de pressão interna no Ministério da Saúde. As negociações se tornaram um dos principais focos de investigação da comissão parlamentar.
Flávio Bolsonaro já havia negado relação comercial com empresário
Até a publicação do material reproduzido pela Agência Folhapress, Flávio Bolsonaro e os empresários citados não haviam apresentado manifestação oficial sobre as acusações descritas na reportagem da revista piauí.
Em ocasiões anteriores, quando surgiram suspeitas relacionadas ao caso, o senador negou manter relações comerciais ou financeiras com Francisco Maximiano.
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