Segurança

Suspeita de envenenamento de gatos no ES tem reviravolta

Exames da Polícia Científica apontaram lesões internas como causa da morte. Investigação também não confirmou denúncia sobre outros 11 gatos mortos.

Foto: Divulgação/Polícia Civil

A morte de uma gata que levantou suspeitas de envenenamento em Vila Velha, na Grande Vitória, teve a causa esclarecida após exames da Polícia Científica do Espírito Santo (PCIES). Diferentemente do que apontava a denúncia inicial, o animal morreu em consequência de traumatismos no tórax e no abdômen, que provocaram hemorragia interna e comprometimento respiratório. A perícia, entretanto, não conseguiu determinar o que provocou os ferimentos.

O caso foi registrado em 3 de agosto de 2026, no bairro Coqueiral de Itaparica, após o animal ser encontrado morto. Na ocasião, a denunciante suspeitou de envenenamento e relatou que outros 11 gatos também teriam morrido na região, totalizando 12 possíveis vítimas.

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A denúncia motivou a abertura de uma investigação pela Delegacia Especializada de Proteção ao Meio Ambiente (DEPMA), que realizou diligências para apurar as circunstâncias das mortes.

Exames descartam presença de substâncias tóxicas

Durante a perícia, profissionais da Polícia Científica analisaram amostras de sangue e conteúdo estomacal da gata.

Os exames toxicológicos não identificaram substâncias tóxicas nas amostras, afastando a suspeita inicial de envenenamento naquele caso.

O laudo concluiu que a morte foi provocada por hemorragia interna e alterações respiratórias decorrentes dos traumatismos identificados nas regiões torácica e abdominal.

Apesar da identificação da causa da morte, os exames não permitiram esclarecer como o animal sofreu as lesões.

Polícia investiga denúncia sobre 12 gatos mortos

O chefe da DEPMA, delegado Marcelo Nolasco, explicou que a investigação incluiu depoimentos e análise de imagens de câmeras de segurança.

Foram ouvidos a responsável pela denúncia e o síndico do condomínio onde o caso foi registrado.

Segundo o delegado, as diligências não encontraram elementos que confirmassem a suspeita de envenenamento ou as outras 11 mortes relatadas.

“Nossa equipe realizou diligências para apurar o caso, incluindo a oitiva dos envolvidos e a solicitação de imagens de câmeras de segurança. As diligências não confirmaram a suspeita inicial de envenenamento e não foram confirmados os 12 óbitos mencionados na denúncia”, afirmou.

Marcelo Nolasco ressaltou que o laudo pericial se refere exclusivamente à gata encontrada morta em agosto. Portanto, seus resultados não podem ser utilizados para determinar as possíveis causas das demais mortes mencionadas.

Gata pode ter sofrido queda, agressão ou atropelamento

Embora a perícia tenha identificado traumatismos internos, não foi possível estabelecer a origem dos ferimentos.

De acordo com o delegado, as lesões poderiam ser compatíveis com diferentes situações, incluindo agressão física, queda ou atropelamento.

“Os traumatismos identificados podem ter sido provocados por uma paulada ou até mesmo por uma queda. O animal pode, inclusive, ter sido atropelado”, explicou.

A autoridade policial destacou que não existem, até o momento, elementos suficientes para comprovar a ocorrência de crime.

Investigação poderá ser arquivada

Diante da ausência de provas que indiquem uma ação criminosa, a Polícia Civil deverá concluir o procedimento com pedido de arquivamento.

A medida, no entanto, não impede que o caso volte a ser investigado caso apareçam novas informações.

“Não temos elementos que comprovem a ocorrência de um crime neste momento. Por isso, vamos concluir o procedimento com o pedido de arquivamento, que poderá ser reaberto caso surjam novas provas”, declarou Marcelo Nolasco.

Com o resultado da perícia, a suspeita de envenenamento da gata analisada foi descartada, mas permanece sem esclarecimento a origem dos traumatismos que provocaram a morte do animal.

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Jornalista com mais de uma década de experiência em produção de conteúdo jornalístico e cobertura de temas políticos, de segurança pública e institucionais. Atua com redação e edição de matérias para diferentes plataformas. Também possui experiência em comunicação política e eleitoral, assessoria de imprensa e redação publicitária.