“Uma menina de ouro”: tia relembra vida de grávida morta pelo ex em Cachoeiro
Tia de Juliana Paulo Pinto, grávida de quatro meses assassinada em Cachoeiro, relembra trajetória da jovem e pede justiça.

“Uma menina de ouro, uma mulher excelente, amorosa e batalhadora.” É assim que a tia de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, descreve a sobrinha, assassinada em Cachoeiro de Itapemirim, na madrugada do dia 13 de outubro.
Juliana estava grávida de aproximadamente quatro meses do atual companheiro e deixa um filho de 11 anos, com o autor do feminicídio. Abalada com a morte, a familiar, que preferiu não se identificar, relembrou a trajetória da jovem e a dor enfrentada pela família diante da violência do crime.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp!Em relato ao aquinoticias.com a tia contou que Juliana sempre buscou oportunidades para trabalhar e conquistar sua independência. A jovem, que atuava como vendedora, fez cursos de maquiagem, design de sobrancelhas e unhas, além de atuar em diferentes atividades para garantir sua renda.
“Ela era uma menina de ouro, uma mulher excelente, batalhadora mesmo, uma ótima mãe, ótima filha. Sempre correu atrás das coisas para ela”, afirmou.
A tia contou que teve a oportunidade de encontrá-la recentemente, onde conversaram. Segundo ela, a sobrinha estava sempre sorridente, era comunicativa e mantinha uma boa relação com os colegas de trabalho.
A familiar também destacou a relação próxima entre Juliana e o pai, que enfrenta a perda da filha. “Minha família está devastada”, disse.
“Meu irmão com certeza está sofrendo muito, porque ela era uma filha de quem ele gostava muito. Ele era muito apegado a ela. Era o tesouro dele”, relatou.
A tia descreveu Juliana como uma mulher dedicada à família, ao filho e ao trabalho. Segundo ela, a jovem era querida por parentes, amigos e pessoas com quem convivia.
“Como mulher, sobrinha, filha, esposa, dona de casa e mãe, ela sempre foi uma pessoa extraordinária, muito boa mesmo”, declarou.
A tia revelou que ainda enfrenta dificuldades para compreender a morte da sobrinha. Ela contou que acompanhou as declarações do delegado Felipe Vivas, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), sobre as circunstâncias do assassinato.
“Até agora estou sem acreditar em tudo isso. É uma morte muito trágica, muito dolorida”, desabafou. Segundo a familiar, conhecer os detalhes da investigação foi difícil, mas também uma forma de tentar compreender o que aconteceu.
“A gente precisa saber do ocorrido para poder assimilar o que aconteceu”, afirmou.
O crime
Juliana desapareceu na madrugada de segunda-feira (12). O corpo foi encontrado carbonizado na quarta-feira (14), em uma área rural próxima ao bairro Monte Líbano, em Cachoeiro de Itapemirim.
A Polícia Civil prendeu em flagrante Diego Marques Alves, de 31 anos, ex-companheiro da vítima, e Geovana Maria Vieira, de 24 anos, atual companheira dele. Os dois são investigados por envolvimento no crime.
Ao falar sobre a perda, a tia destacou que Juliana deixa lembranças de carinho e dedicação, mas que a ausência será especialmente dolorosa para os pais.
“Tenho certeza de que ela deixou uma lembrança muito boa sobre a vida. A lembrança dessa partida vai doer bastante ainda. Sei que vai ser difícil para todos, principalmente para os pais”, disse. Por fim, a familiar fez um pedido: “Que seja feita a justiça.”
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