Política Nacional

Lula fará pronunciamento neste domingo para anunciar medidas de ajuste e tentar acalmar mercado

No pronunciamento, Lula dirá que terá responsabilidade fiscal ao longo de todo o quarto mandato.

Homem de cabelos grisalhos e barba branca fala em um púlpito durante um evento oficial. Ele veste terno escuro, camisa branca e gravata, e faz um gesto com a mão enquanto discursa. À frente, há microfones posicionados para captação de áudio. O fundo é azul, com iluminação e elementos gráficos que sugerem um ambiente institucional ou de conferência, transmitindo formalidade e contexto político.
Foto: Frame/ Canal GOV

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai fazer um pronunciamento para a nação, em cadeia nacional de rádio e televisão, neste domingo (8), para acalmar os ânimos do mercado e promover uma ideia de pacificação do País neste quarto mandato.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o presidente vai falar que seguirá perseguindo as metas fiscais, ao mesmo tempo que não irá deixar de cumprir promessas de campanha.

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O mercado financeiro enfrentou uma sangria histórica no primeiro pregão da Bolsa de Valores após a vitória de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial.

No pronunciamento, Lula dirá que terá responsabilidade fiscal ao longo de todo o quarto mandato. Ele também vai anunciar medidas de ajuste que estão sendo discutidas com os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento). Na terça-feira, 3, passou horas reunido com os dois no Palácio da Alvorada antes de ir a São Paulo para realizar exames médicos.

A expectativa é de que essas medidas de contenção de gastos e aumento de arrecadação sejam anunciadas nas próximas semanas.

Na sexta-feira que antecedeu o primeiro turno, Durigan disse que Lula iria promover um ajuste das contas públicas sem promover um “cavalo de pau” ou fazer “loucuras na economia”, como forma de contrastar o “tesouraço” do candidato derrotado à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Durante a campanha, o presidente não deu indicações claras sobre como promete implementar o ajuste. Ao contrário, afirmou que fazer superávit primário era “babaquice” e lançou mão de um pacote de medidas que supera R$ 400 bilhões.

O presidente fez uma série de promessas que terão de ser encaixadas no Orçamento dos próximos anos. Estão nesse rol a criação do Pé-de-Meia para universitários, a universalização do Pé-de-Meia para todos os alunos do ensino médio, a construção de mais de 100 presídios de segurança máxima, reajustes do Bolsa Família e do salário mínimo, entre outros.

Como mostrou o Estadão, as novas medidas e promessas anunciadas pelo presidente reeleito durante a campanha eleitoral vão exigir ajustes de ao menos R$ 39,8 bilhões no Orçamento de 2027.

Sobre a disputa eleitoral, Lula vai agradecer a mulheres, estudantes e idosos pela histórica virada sobre Flávio. Ao mesmo tempo, ele vai reconhecer o cenário polarizado mostrado pelas urnas e pedir uma união da população em torno dos projetos do governo.

Lula anunciou que faria o pronunciamento na semana passada após um almoço com o deputado reeleito André Janones (Rede-MG). Será a primeira fala formal do presidente aos brasileiros após a sua reeleição, no dia 25 de outubro.

O petista manteve-se recluso na semana passada. Comemorou seu aniversário no Palácio da Alvorada na terça-feira, 27, com militantes petistas e depois usou os últimos dias para descansar. Passou o fim de semana e o feriado de Finados na Granja do Torto, casa de campo da Presidência da República onde costuma passar dias sabáticos.

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