Economia

Lindslei Chimchek destaca a importância da integração de sistemas legados na transformação digital

Com a permanência dos mainframes em operações críticas e a escassez global de especialistas, empresas ampliam investimentos em integração tecnológica para preservar a continuidade dos negócios.

Homem de barba grisalha veste terno preto risca de giz, camisa branca e gravata preta, posando diante de uma parede clara.
Foto: Divulgação/Victor Tosta

A transformação digital acelerou investimentos em computação em nuvem, inteligência artificial e novas arquiteturas de software, mas não eliminou a dependência das grandes organizações por sistemas responsáveis pelas operações mais críticas da economia.

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Segundo a IBM, aproximadamente 70% das transações financeiras globais ainda são processadas em ambientes mainframe, realidade que evidencia a permanência dessas plataformas em setores como bancos, seguros, indústria e serviços.

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Ao mesmo tempo, a modernização desses ambientes ocorre em um contexto de crescente escassez de profissionais especializados em tecnologias como COBOL e DB2, conhecimentos que permanecem indispensáveis para garantir a continuidade operacional de grandes organizações.

Diante desse cenário, empresas têm substituído projetos de migração completa por estratégias de modernização gradual, nas quais sistemas legados passam a operar de forma integrada com aplicações em nuvem, APIs, inteligência artificial e novas plataformas digitais.

O objetivo é reduzir riscos operacionais, preservar décadas de conhecimento incorporado às aplicações corporativas e garantir que processos essenciais continuem funcionando durante a evolução tecnológica. Para especialistas do setor, a capacidade de integrar tecnologias desenvolvidas em diferentes gerações tornou-se um dos principais fatores para o sucesso da transformação digital em ambientes de missão crítica.

Foi nesse contexto que a atuação do especialista em tecnologia Lindslei Chimchek liderou ao longo de mais de três décadas dedicadas ao desenvolvimento e sustentação de sistemas corporativos. Sua experiência concentrou-se na implementação de processos de integração entre aplicações desenvolvidas em COBOL, bancos de dados DB2 e plataformas mais recentes, permitindo que ambientes considerados estratégicos evoluíssem sem comprometer a estabilidade operacional.

Ao estruturar fluxos seguros de interoperabilidade entre tecnologias legadas e novas arquiteturas, sua atuação contribuiu para reduzir riscos em processos de modernização, preservar a confiabilidade de sistemas essenciais e ampliar a capacidade de adaptação tecnológica de organizações que dependem da disponibilidade contínua de suas operações.

Essa experiência foi consolidada em projetos internacionais desenvolvidos para os setores financeiro e industrial, nos quais Chimchek estabeleceu a implementação e integração de sistemas utilizados em operações críticas. Em iniciativas conduzidas no HSBC Bank Brasil e, posteriormente, na Volvo do Brasil, em colaboração com equipes do Brasil, Estados Unidos, México e Suécia, sua liderança esteve voltada à evolução de ambientes mainframe sem comprometer a estabilidade de aplicações responsáveis por operações financeiras, faturamento, engenharia e pós-venda.

Ao implementar processos de integração, manutenção e diagnóstico entre tecnologias legadas e plataformas mais recentes, contribuiu para ampliar a confiabilidade desses ambientes, reduzir riscos durante processos de modernização e preservar a continuidade operacional em sistemas que sustentam atividades essenciais de grandes organizações.

Para Chimchek, o principal desafio da transformação digital está menos na substituição das tecnologias existentes e mais na capacidade de fazê-las evoluir de forma segura. “Modernizar não significa abandonar sistemas que continuam cumprindo funções essenciais. O desafio é conectar tecnologias desenvolvidas em diferentes momentos, preservando estabilidade, segurança e continuidade operacional enquanto novas soluções são incorporadas ao ambiente corporativo”, afirma.

A importância desse tipo de conhecimento tende a crescer nos próximos anos. À medida que organizações ampliam investimentos em inteligência artificial, automação e computação em nuvem, cresce também a necessidade de profissionais capazes de conectar essas inovações às infra estruturas que continuam sustentando operações estratégicas.

Em segmentos altamente regulados, como o financeiro e o industrial, a integração entre plataformas legadas e novas arquiteturas deixou de ser apenas uma etapa técnica para tornar-se um componente fundamental da resiliência operacional e da competitividade empresarial.

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Produtor de conteúdo & executivo, já passei por empresas como TV Globo e TV Record.