Dia do Escritor: Claudia Sabadini transforma memórias e afetos em literatura
Jornalista, escritora e produtora cultural, Sabadini construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade e pelo compromisso com a memória.

No Dia Nacional do Escritor, nada melhor do que celebrar a história de quem tem a capacidade de transformar memórias nas eternidades das palavras. Claudia Sabadini é uma dessas pessoas; dona de uma escrita sensível e, ao mesmo tempo, assertiva, ela faz das palavras uma forma de compreender a vida, preservar lembranças e criar pontes entre diferentes histórias.
Receba as principais notícias no seu WhatsApp! clique aquiJornalista, escritora e produtora cultural, Sabadini construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade e pelo compromisso com a memória. Natural de Cachoeiro de Itapemirim, terra de Rubem Braga, Claudia encontrou na escrita seu principal instrumento de trabalho e expressão. A sua caminhada revela a força de quem não apenas registra histórias, mas também ajuda outras pessoas a perceberem que suas experiências merecem ser contadas.
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As obras
Até o momento, Claudia Sabadini publicou seis obras. Sua produção reúne pesquisa acadêmica, biografias, crônicas e romance. Em cada gênero, a autora aproxima o leitor de personagens, afetos e lembranças que poderiam desaparecer com o tempo.
Sua estreia foi em 2012, com “O Jornalismo Literário de Rubem Braga na Guerra”. No livro, ela fez uma análise profunda sobre a produção do cronista cachoeirense durante a Segunda Guerra Mundial. Nos anos seguintes, Claudia voltou seu olhar para trajetórias que ajudaram a construir diferentes capítulos da história capixaba.
Por exemplo, em 2013, lançou “Memórias de um Benjamim”. Dois anos depois, publicou “Seu Zezinho, a Estrela Eterna do Sumaré”. Em 2016, apresentou “Rochas do Espírito Santo – 60 anos fazendo história”.
Uma escrita feita de sentimentos e recomeços
Em 2019, Claudia abriu uma fase mais pessoal de sua produção literária. No livro “Invernos”, reuniu crônicas marcadas por uma escrita sensível, íntima e autoral. A obra é uma daquelas que leva o leitor para algum lugar dentro de si. Em alguma crônica descrita ali, certamente, será encontrado algum “inverno”.
Três anos depois, lançou seu primeiro romance, “Cartas para Ninguém”. A obra aborda os afetos, os ciclos da vida e a possibilidade de recomeçar. Atualmente, a escritora trabalha no roteiro de seu sétimo livro. O novo projeto amplia uma trajetória dedicada à pesquisa da condição humana por meio da literatura.
À Literatura e além
A presença de Claudia no universo cultural também ultrapassa as páginas de suas próprias obras. Isso porque, ela participou de coletâneas de crônicas, contos e poesias.
Uma de suas poesias, por exemplo, recebeu prêmio no Festival Newton Braga. A Assembleia Legislativa do Espírito Santo também a homenageou pela contribuição à literatura capixaba.
Além disso, Claudia colaborou com a Editora Cachoeiro Cult e atuou como editora e colunista da Revista Cachoeiro Cult. Também escreveu para veículos como A Gazeta, A Tribuna, Revista 7 Dias e Revista Lugar de Notícias.
Escrita que acolhe e abre caminhos
Em 2026, a trajetória literária de Claudia ganhou um novo sentido. Ao lado da escritora Regina Menezes Loureiro, ela idealizou o Projeto Entrelaçadas. A iniciativa promove oficinas de leitura, escrita criativa e crochê para mulheres na Casa Cultural Maria José Menezes, no centro de Vitória.
O projeto nasceu da certeza de que escrever não deve ser um privilégio. A escrita pode florescer quando encontra acolhimento, escuta e oportunidade. Para Claudia, ajudar na formação de novas escritoras representa uma continuação natural de sua própria caminhada.
“A escrita é minha forma de existir no mundo. Falo melhor escrevendo. Nenhum escritor nasce pronto. Toda história começa com uma primeira frase e alguém que acredita que ela merece ser escrita”, afirma.

Mais do que publicar livros, Claudia busca incentivar outras pessoas a reconhecerem a importância de suas vivências.
Por meio do Projeto Entrelaçadas, mulheres encontram um espaço para ler, escrever, compartilhar lembranças e descobrir a própria voz.
“Meu maior propósito é incentivar outras pessoas a descobrirem que suas histórias também importam”, destaca a escritora.
Obras publicadas
- Cartas para Ninguém — romance, 2022
- Invernos — crônicas, 2019
- Rochas do Espírito Santo – 60 anos fazendo história — biografia, 2016
- Seu Zezinho, a Estrela Eterna do Sumaré — biografia, 2015
- Memórias de um Benjamim — biografia, 2013
- O Jornalismo Literário de Rubem Braga na Guerra — monografia, 2012
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